Eurovision

Ucrânia e Rússia serão punidas pela EBU

Ucrânia pagará multa à EBU

29 de junho de 2017 - por Marcus Javarini
29 06 2017

Como foi anunciado há algumas semanas pelo ESCPedia, o Grupo de Referência da EBU marcou uma reunião para decidir se as emissoras estatais da Ucrânia e da Rússia seriam sancionadas em decorrência do episódio que precedeu o Eurovision 2017, onde a representante russa Julia Samoylova foi impedida de entrar na Ucrânia – país anfitrião – por motivos políticos. Em resposta ao banimento da cantora na Ucrânia por três anos, a estatal russa Channel One não transmitiu a competição de 2017 e faltou a todas as reuniões que sucederam o episódio.

[EM ATUALIZAÇÃO] Caso Samoylova: Tudo o que você precisa saber

Ucrânia

A estatal ucraniana UA:PBC foi notificada pela EBU em relação ao ocorrido e terá de pagar uma multa à organização no valor de 200 mil Euros (cerca de 756 mil Reais). A alegação da EBU é a seguinte:

Como resultado disso, as atenções saíram da competição e a reputação do Eurovision Song Contest foi denegrida.

Em relação à notificação, a estatal ucraniana lançou uma nota oficial comentando o assunto e afirmou que recorrerá da decisão. Leia na íntegra:

A emissora nacional pública da Ucrânia como anfitriã do Eurovision 2017 fez todos os esforços para garantir que o Eurovision Song Contest em Kiev tenha tido sucesso. A qualidade da organização do Eurovision 2017 foi muito apreciada não só pelas delegações dos países participantes e dos telespectadores, mas também pela União Europeia de Radiodifusores.

Apesar disso, a União Europeia de Radiodifusores disse que está considerando sanções contra a UA: PBC porque o organizador da emissora não poderia garantir a participação da cantora da Federação Russa Yulia Samoilova na competição.

A decisão de proibir a entrada de Julia Samoylova no território da Ucrânia pelo período de três anos foi tomada pelo Serviço de Segurança da Ucrânia em relação à entrada ilegal da cantora na Crimeia ocupada.

A este respeito, UA: PBC relata que estritamente adere às leis da Ucrânia e aderiu à decisão das autoridades competentes e não considera possível violar as leis do estado sob qualquer pretexto. O Eurovision, como qualquer outra competição internacional, não pode ser uma exceção e (ser usada) justifica a violação das leis do concurso.

Além disso, a UA: PBC enfatiza que a emissora pública não é o organismo que controla as fronteiras ou que afetam a legislação da Ucrânia. A questão das leis relativas aos cruzamentos nas fronteiras e as sanções adequadas por incumprimento não são da responsabilidade da estatal.

Dado o exposto, a UA: PBC considera que as sanções não são fundamentadas e irá recorrer dessas sanções de acordo com as regras vigentes na European Broadcasting Union.

Rússia

A punição imposta à Rússia pela EBU será menor. O Grupo de Referência da organização entendeu que a Channel One não transmitiu o Eurovision 2017 em decorrência do banimento de sua representante no país anfitrião, portanto a emissora apenas foi repreendida em relação ao assunto. Vale lembrar que, além de não transmitir o festival, a emissora não se fez presente na reunião dos Chefes de Delegação, realizada anualmente no país anfitrião, fato que também foi abordado na reunião. A alegação oficial da EBU foi:

O Grupo de referência acredita que as violações das regras foram cometidas devido ao fato de que a cantora russa não tinha permissão para ir à competição na Ucrânia.


No dia 13 de março, a Rússia anunciou a sua representante para o Eurovision 2017, Julia Samoylova. No festival, a cantora interpretaria ‘Flame is burning‘. Mesmo com o banimento na Ucrânia, a Rússia já confirmou que Julia representará o país no Eurovision 2018, que acontecerá em Portugal.

Fonte: Eurovoix

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