Eurovision

“Este comportamento da Ucrânia é absolutamente inaceitável”, diz diretora geral da UER

Diretora da UER expressa seu descontentamento em relação ao banimento da cantora russa

29 de Março de 2017 - por Jonatas Costa
29 03 2017

A diretora geral da União Europeia de Radiodifusão, Ingrid Deltenre, deu seus primeiros comentários públicos sobre a proibição de Julia Samoilova na Ucrânia. A diretora geral da UER falou ao jornal suíço Blick sobre a situação em torno da decisão da Ucrânia de proibir Julia Samoilova de entrar no país. Julia foi proibida por um período de três anos pelos serviços de segurança ucranianos. Julia foi barrada por ter entrado na Crimeia sem autorização, violando a lei ucraniana.

Ingrid Deltenre disse ao Blick:

“Este comportamento da Ucrânia é absolutamente inaceitável”

Deltenre, em seu papel de diretora geral da UER, está em discussão com o presidente e o primeiro-ministro da Ucrânia para tentar chegar a uma “situação satisfatória”. Foi sugerido pelo supervisor executivo do Eurovision que a UER empurre o banimento de Julia só entre em vigor depois do festival para garantir que ela possa se apresentar no palco do Eurovision.

Ingrid acrescentou a sua voz a uma série de outros funcionários da UER e membros de organismos de radiodifusão nacionais para expressar sua decepção na forma como o Eurovision está sendo utilizado. Em continuação a sua entrevista ao Blick, ela disse também:

“Lamento profundamente o fato de o ESC ser um objeto de abusos por atos políticos. O concurso é suposto deliciar e reunir milhões de pessoas. Não deve ser usado para incitá-los uns aos outros.”

De acordo com o Blick se uma solução não puder ser encontrada, a UER colocará sanções contra a Ucrânia, incluindo uma exclusão temporária do festival. Isto ainda não foi confirmado ou mencionado em qualquer relatório prévio sobre a situação e se isso acontecer, a Ucrânia irá ser o terceiro país a ser banido do festival. Em 2009, a Geórgia foi banida do concurso por não substituir sua entrada, que incluía referências políticas, enquanto que em 2005 o Líbano foi proibido por três anos por não garantir a transmissão da performace israelense.

Fonte: eurovoix.com

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