Análises

Análises comparativas 2016/2017 – 7ª semana

05 de Maio de 2017 - por Fabiana Silva
05 05 2017


Fabiana: os franceses acertaram a mão quando decidiram buscar por artistas jovens e canções que conseguem misturar bem o francês e o internacional. Mesmo pecando na performance, “J’ai Cherche” ainda é uma das melhores canções de 2016; “Requiem” era melhor em sua versão original, mas não deixa nada a desejar em relação à sua antecessora. Alma melhorou bem durante a temporada de pre-parties e pode fazer uma performance digna de top-5. (manteve-se)


Marcus: A França definitivamente está voltando aos seus anos de ouro e a prova disso é a qualidade musical de 2015 e 2016. O país mostrou que não e preciso apelar para levar propostas de qualidade para a competição. Tanto Amir quanto Alma são grandes artistas quando se fala em carisma e talento. Sem dúvida, a França deverá repetir o seu bom resultado do ano passado. (manteve-se)

Amir
Paulo: Teria melhorado caso não tivessem insistido na parte aleatória na língua inglesa. Ambas as músicas são pop comerciais mas algo me diz que Alma não se dará tão bem como o Amir. Mesmo assim, acredito que a França acertou o caminho e ao menos não irá mais passar vergonha. (manteve-se)

Opinião dos fãs: 53% preferiram Alma a Amir

Opinião de mãe (Alma): Gostei muito, principalmente da parte em francês. Adorei os efeitos dos dançarinos no clipe. É uma música muito boa! (Selma Javarini)

Veredito final
A França se manteve em relação a 2016



Fabiana: sei que tem gente que não vai concordar com minha colocação, mas gosto mais de “The Last Of Our Kind” do que de “Apollo“, falando de composição. A proposta de Rykka era material de top-10, mas a performance foi, no mínimo, pífia. Nada funcionou, a começar pelo vocal, passando pelo vestido de saco de lixo e o chegando à fumaça saindo das costas. Com Timebelle, não precisamos nos preocupar muito com a performance, pois Maruna tem um vocal sólido e bastante carisma. Então, como uma tinha a música e os outros têm a performance, isso significa que eles se equiparam. (manteve-se)


Marcus: Devo dizer que não sou fã da Rykka e de sua música no ano passado. Pra mim ela não é ruim, mas é muito genérica e esquecível. A apresentação ainda ajudou pra que tudo ficasse pior. O que foi aquela fumaça saindo do saco de lixo que ela estava vestindo? Águas passadas, a Suíça conseguiu dar um salto importantíssimo na competição e os Timebelle têm tudo pra ir à final, não só pela música mas também pelo talento da vocalista Miruna. (melhorou)


Paulo: Melhorou e bastante. Em estúdio, Apollo é muito superior, mais comercial e é mais memorável. Contudo a Suíça ainda precisa se encontrar no festival e levar mais a sério pois a qualidade de sua final nacional esse ano foi vergonhosa. (melhorou)

Opinião dos fãs: 79% preferiram Timbelle a Rykka

Opinião de mãe (Timebelle): pelo arranjo da música, esperei uns cavalos que vão andando e depois disparam; mas no clipe só tem uns velhinhos muito fofos – que até se empolgam no final. É bem motivacional a canção, dá vontade de sair correndo pelos campos verdes da Suíça. A voz dela é bonita e foi bem explorada na canção. (Elisabete Aranha)

Veredito final
A Suíça melhorou em relação a 2016



Fabiana: Geórgia é um país que não tem medo de se arriscar, de mandar estilos diferentes, de impressionar ao vivo. Depois de um excelente indie-rock em 2016, eles preferiram algo mais ‘eurovisivo’ (powerballad), com uma intérprete extrema técnica e uma grande carga emocional. São propostas totalmente diferentes, mas muito bem produzidas dentro de seus universos. (manteve-se)

Marcus: Confesso que não gostava de nenhuma música da seletiva da Geórgia no ano passado., todas pareciam iguais pra mim e tenho que dizer que a classificação para a final foi uma surpresa para todos. Já 2017 a Geórgia vem com uma artista bem famosa no país e de um talento gigantesco. Queria muito o ‘shade‘ pra Rússia no palco, mas infelizmente não teremos. No mais, a música é boa e tem uma letra forte. (melhorou)


Paulo: sou fã de Midnight Gold e a Geórgia fez um baita de um show no palco. Foi simplesmente magnífico e uma aula de como se fazer indie rock no palco. Esse ano… meh. (piorou)

Opinião dos fãs: 59% preferiram Tako Gachechiladze a Nika Kocharov & The Young Georgian Lolitaz

Opinião de mãe (Tako Gachechiladze): Ao contrário de outras músicas, esta cresce ao longo do tempo. A cantora é muito boa. Apesar de não ser romântica, a letra fala de amor e fé e é bem interessante por não ser maçante ou genérica; ela sai do comum das outras músicas. É muito legal, gostei. (Selma Javarini)

Veredito final
A Geórgia se manteve em relação a 2016



Fabiana: nunca entendi como “Soldiers of Love” venceu o DMGP em 2016, era uma música tão clichê, tão início dos anos 2000. Anja também tem uma música datada, mas ela é tão carismática e tem uma voz tão poderosa, que a qualidade questionável do tema ficou em segundo plano. Comecei a ver a Dinamarca como uma ameaça, não vou ficar chocada se Anja abocanhar um lugar no top-10. (melhorou)


Marcus: O que dizer quando tenho que escolher entre uma banda com uma música clichê e uma diva com o melhor vocal do ano? (melhorou)


Paulo: É bem difícil trazer algo pior que Lighthouse X, convenhamos. Contudo Anja possui um talento gigantesco e consegue elevar essa canção que sem ela, seria totalmente esquecível. (melhorou)

Opinião dos fãs: 71% preferiram Anja Nissen a Lighthouse X

Opinião de mãe (Anja Nissen): essa é um pouco gritada para o meu gosto, com os agudos não se encaixando bem no desenvolvimento da canção (foi um exagero). A voz dela é mais grave, bem potente – o tom amenizou um pouco esse efeito exagerado dos agudos. Também reparei que ela tem bastante presença de palco. (Elisabete Aranha)

Veredito final
A Dinamarca melhorou em relação a 2016



Fabiana: nem sei como comparar a performance caótica de “Sing it away” com a delicadeza sublime de “Blackbird“. A morbidez da canção de Norma John me atrai de alguma forma e a simplicidade da performance vem para complementar essa melodia belíssima e esse vocal impecável. Que a YLE continue desse nível de 2017 para melhor! (melhorou)


Marcus: Me lembro da decepção do público quando a Sandhja venceu o UMK ano passado por que preferiam o Mikael Saari. Também me lembro da decepção do público quando Norma John venceu esse ano, porque preferiam a Emma. A diferença é que esse ano temos um ótimo vencedor, no ano passado tínhamos apenas uma música genérica, apesar de muita força de vontade da moça. (melhorou)

blackbird
Paulo: Depois do desastre que foi o UMK 2016, os finlandeses vieram com uma final nacional pior ainda – contudo o país escolheu a única canção de qualidade e com futuro no Eurovision – e quiçá, uma das melhores entradas do país nos últimos anos. Difícil seria piorar em relação ao ano passado. (melhorou)

Opinião dos fãs: 73% preferiram Norma John a Sandhja

Opinião de mãe (Norma John): Apesar de não gostar de músicas muito românticas, ela se mantém muito linear e não tem nenhuma parte que surpreende. Não me emocionou. Está dentro da média do ‘basiquinho’ que está o Eurovision esse ano. Não está no meu top 10. (Selma Javarini)

Veredito final
A Finlândia melhorou em relação a 2016



Fabiana: Eu adoro “Time”, mas é quase impossível ser melhor que Jamala. A mulher é, desculpem a palavra, foda! O. Torvald até chegou um pouco perto, mas falta mais força na performance, mais raiva no vocal e uma melhor pronuncia do inglês. De qualquer forma, admiro a Ucrânia por fazer mais uma seletiva maravilhosa e pela coragem de levar um rock em casa. (piorou)Marcus: Antes de mais nada, sim, estou reciclando o GIF da Fabiana. Tenho que dizer que O.Torvald é uma banda realmente muito boa e sua música também. O único problema é que eles estão muito esquecidos na competição: não participaram de nenhuma pre-party, não temos notícias deles… Já Jamala venceu por um motivo, não é?. (piorou)


Paulo: Amo O.Torvald mas como alguém vai melhorar Jamala? Praticamente impossível pois ainda acredito que 1944 seja uma das – se não a melhor – canção campeã do Eurovision. Adoro Time e agradeço o fato dos ucranianos finalmente enviarem algo diferente (uma banda masculina), mas .. Jamala é Jamala. (piorou)

Opinião dos fãs: 86% preferiram Jamala a O.Torvald

Opinião de mãe (O.Torvald): saiu do convencional por ser um rock e, como é uma proposta desse estilo, tem licença poética para ser mais agressivo, para ter um tom de protesto. Apesar disso, a performance em si foi apenas razoável, ele poderia ter se soltado mais no palco, demonstrado mais intensidade. (Elisabete Aranha)

Veredito final
A Ucrânia piorou em relação a 2016



Fabiana: esperando a chuva de críticas muitos fãs amam a Rússia de 2016, mas não vejo nada de bom nela – Sergey não parecia confortável com a canção, que era bem fraquinha e que só ganhou um pouco de atenção com uma performance cheia de elementos, muitos deles desnecessários. Julia é melhor que Sergey no quesito vocal e, mesmo com suas limitações, consegue entregar uma performance cheia de carisma e emoção (seu antecessor tem sempre a mesma cara, independente se está cantando uma música triste ou alegre). Agora, a produção por trás de “You’re the only one” era gigantesca e, mesmo que não goste da canção, ela é mais comercial que “Flame is burning”. (manteve-se)


Marcus: Muitas pessoas falam mal da apresentação do Lazarev por ser cópia clara do Mans. Mas já pararam pra perceber a sincronia exata que tem que ser feita pra apresentação dar certo? Com certeza houve muito trabalho pra que tudo acontecesse. É claro que a música é bem genérica e a letra é totalmente básica, mas ainda sim é tudo muito bem produzido. Se Samoylova fosse para o Eurovision, eu duvido muito que ela chegaria ao posto do ano passado pois sua música seria só mais uma balada dentre tantas outras. Uma final seria certa, mas um top 10 é ousado demais. (piorou)

Sergey
Paulo: Clichezão com sex appeal vs clichezão com pity appeal. (manteve-se)

Opinião dos fãs: 81% preferiram Sergey Lazarev a Julia Samoylova

Opinião de mãe (Julia Samoylova): gostei muito da voz dela, é uma delícia de se ouvir. A música não é ruim, mas também não me empolga. O que ajuda a deixá-la agradável é justamente a voz e o carisma da intérprete. Senti falta de uma recheada no instrumental – parece que só foi feita uma base para acompanhar a cantora. (Elisabete Aranha)

Veredito final
A Rússia piorou em relação a 2016

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