Análises

Análises comparativas 2016/2017 – 6ª semana

23 de abril de 2017 - por Fabiana Silva
23 04 2017

REINO-UNIDO

Emmelie de Forest
Fabiana: Reino Unido ligou o f*-se mesmo. Ainda que escolham bons artistas, suas canções ficam muito abaixo do que se espera de uma nação tão rica musicalmente falando. Mesmo assim, eles melhoraram em tudo em comparação a 2016, a começar pela artista, que tem mais experiência e canta com mais convicção; “Never Give Up On You” também parece bem mais profissional que “You’re Not Alone”, é menos datada e pode crescer ao vivo com uma performance emotiva e que demonstre todo o poder vocal de Lucie. (melhorou)

Lucie
Marcus: Eu realmente gosto da música do Reino Unido desse ano. Apesar de Lucie ser meio apagada, a proposta tem seu charme intimista e isso é muito legal. Por outro lado, Joe & Jake tinham uma música muito infantil pro meu gosto. Acho que eles mereceram a posição em que ficaram, não pelo seu desempenho, mas pela falta de originalidade da música. (melhorou)


Paulo: A canção britânica do ano passado era esquecível e amadora. A deste ano possui uma qualidade maior – apesar de não ser exatamente memorável, contudo ela poderá surpreender na apresentação – e possui mais alma e emoção que sua antecessora. Reino Unido ainda tem potencial para fazer muito, mas muito melhor. (melhorou)

Opinião dos fãs: 82% preferiram Lucie Jones a Joe & Jake

Opinião de mãe (Lucie Jones): É uma música comum e pra mim não tem muito conteúdo. Ela não é ruim e nem boa, é normal, simples. É algo pra se curtir mas não vejo ela brigando pra vencer. Não está no meu top 10. (Selma Javarini)

Veredito final
O Reino Unido melhorou em relação a 2016


Espanha

Jamala
Fabiana: esperando a chuva de haters Mirelistas melhorou SIM! Não muito, mas melhorou. “Say Yay!” tinha alguns momentos interessantes, mas o refrão e a forma como foi apresentada no palco em Estocolmo minaram o pouco de chance que Barei ainda tinha. Agora, Manel tem uma canção despretensiosa, muito carisma e um estilo que pode agradar de primeiro momento. Antes que os fãs espanhóis tentem acabar com o menino, lembramos que a Espanha não vota na Espanha, portanto seus esforços de tentar derrubá-lo são inúteis. (melhorou)

Barei
Marcus: Sempre achei “Say yay!” uma música fraca para a competição. Apesar de ser agradável ela não me trás nada de novo e nem de empolgante, mas aí veio Manel e me fez ver que as coisas podem, sim, piorar. “Do it for your lover” consegue ser mais genérica do que sua antecessora em uma fórmula que já foi extremamente explorada, principalmente nas séries adolescentes da Disney, que mostram um cara bonito com camisa florida na praia e um violão. Ainda sim, a música é chiclete pelo seu refrão repetitivo e acaba ficando na cabeça. Saudades Ruth e Pastora. (piorou)


Paulo: Podem vir todos os haters (o que essa canção tem bastante), podem vir jogar pedra em mim (mentira). Não me importo o que aconteceu ou não na final nacional espanhola – para mim, “Do It For Your Lover” é melhor que “Say Yay!” (sim, uma opinião bem polêmica). Sim, a canção deste ano não é boa, contudo entretém e para mim, é divertida. Já a do ano passado… meh (flop totalmente esperado na final e Barei pode gritar e arranjar mil desculpas como quiser, nada a salvaria não) #TeamMariaIsabel. (melhorou)

Opinião dos fãs: 77% preferiram Barei a Manel Navarro

Opinião de mãe (Manel Navarro): É bem diferente para ser música de surfista. É uma música legal, alegrinha, mas não dá liga o povo surfando ao som dela. Tá mais para trilha sonora da novela Malhação mesmo. Até gostei da música, mas ela é muito repetitiva, tem até o ‘lalala’ no final para completar. (Elisabete Aranha)

Veredito final
A Espanha se manteve em relação a 2016


áustria

Nathan Trent
Fabiana: Zoë, querida, você é uma fofa, você fez milagre em Estocolmo… mas sua música é muito repetitiva e melosa, sem conteúdo algum!!! “Running On Air” não é proposta mais criativa do mundo, mas me conquistou em dois aspectos: ela traz uma mensagem positiva e foi composta pelo próprio intérprete. Falando no Nathan, ele é muito divertido e, mesmo que o povo não goste muito de seu jeito exagerado de cantar, sinceramente isso não me incomoda tanto. (melhorou)

áustria
Marcus: Acho a Zoë muito fofinha. Foi um sonho pra ela ir para o Eurovision e ela o fez muito bem. Apesar do resultado mediano, o público se encantou com ela e com sua música. Já 2017 será uma incógnita para a Áustria, já que Nathan não tem uma música muito popular, porém tem muito talento e a delegação austríaca vem desempenhando boas performances no palco nos últimos anos. (manteve-se)


Paulo: “Loin D’Ici” é ok … mas extremamente repetitiva! Ela se repete até a exaustão e isso faz com que ela perca muito em qualidade para mim e se torna enjoativa (ainda bem que é em francês, se fosse em inglês nem para a final passaria). Nathan Trent é extremamente simpático, carismático e tem muita presença de palco, e sua canção é boa – me deixa de bom humor, fica na cabeça e sempre dá vontade de escutar ela novamente. Realmente espero vê-lo na final! (melhorou)

Opinião dos fãs: 55% preferiram Nathan Trent a Zoë

Opinião de mãe (Nathan Trent): Gostei da letra, é muito positiva. Também gostei do visual do clipe. É uma história que começa e termina muito bem. Parece uma dessas músicas boazinhas que tocam no rádio e que você gosta, eu não trocaria se estivesse tocando. (Selma Javarini)

Veredito final
A Áustria melhorou em relação a 2016


macedonia

Kaliopi
Fabiana: Se eu disser qualquer coisa contra Kaliopi, eu estaria traindo todos os meus princípios musicais. Claro que “Dona” ficou bem aquém do que essa diva maravilhosa pode produzir, mas ainda assim faz muito mais meu estilo do que “Dance Alone“. Enquanto a primeira é bem balcânica, a segunda é só mais um pop eletrônico bem produzido. Sou mais tradicional que isso. (piorou)

Dona
Marcus: Devo dizer que gosto muito da Kaliopi. Ela é uma artista e tanto, mas devemos combinar que ‘Dona‘ e uma música muito aquém do esperado por não ter nenhuma coerência com a competição. Com isso, a Macedônia aprendeu que não basta só levar um bom artista se a música não ajuda. Por outro lado, 2017 trará uma artista totalmente desconhecida do público, porém com uma música fantástica. Além de moderna tem forte apelo com o público e isso ajudará muito o país. Sem Donuts esse ano! (melhorou)

Paulo: Amo Kaliopi e sempre a defenderei. Contudo… ”Dona’‘ ao vivo foi difícil de se ver… sabe aquele seu artista favorito que voce realmente quer que vá bem e depois que você viu que foi flop, você fica decepcionado/amargurado? Então. Eu gosto muito de “Dona” contudo a apresentação foi ruim e as backing vocals totalmente derrubaram a Kaliopi. Já ”Dance Alone’‘ é boa, não é nem perto do estilo de música que eu gosto. Ainda duvido bastante que a Macedônia fará uma apresentação decente (Macedônia apenas acertou com “Crno i Belo” na última década), contudo ela tem mais potencial que “Dona“. No fim, eu acho que comercialmente a Macedônia melhorou bastante, contudo Jana não chega e nunca chegará aos pés de Kaliopi. Por isso, ficarei no muro. (manteve-se)

Opinião dos fãs: 80% preferiram Jana Burčeska a Kaliopi

Opinião de mãe (Jana Burčeska): Os olhos tristes da senhora me lembrou os da minha finada mãe. No clipe, temos o poder da tecnologia e da música, que faz a pessoa sair fora da sua realidade – o triste é que, quando acaba a música e tira o óculos de realidade virtual, lascou-se! Ouviria essa música de novo, mas não muitas vezes. Gostei, mas não virei fã. (Elisabete Aranha)

Veredito final
A Macedônia melhorou em relação a 2016


israel

Hovi Star
Fabiana: Sinto tanta falta de como Israel era no passado, de como eles mostravam sua cultura e seu idioma, de como eles se importavam mais com a canção do que com o que público costuma gostar. O país perdeu muito de sua identidade e é por isso que eles já não ganham faz tempo. Nem “Made of Stars” e nem “I Feel Alive” me trazem alguma emoção e, ainda que a primeira seja um pouquinho mais elaborada, não foi o suficiente para se destacar. (manteve-se)

hovi
Marcus: Quem me conhece sabe que eu não sou fã dos batidões da vida, mas devo admitir que a música desse ano não é ruim. O instrumental com toques etnicos deu um toque bem legal na proposta e acho que veremos Israel na final esse ano. Por outro lado, também gosto muito da entrada do ano passado. A letra é bem marcante e Hovi dispensa comentários, não só pelo seu talento mas também pelo seu carisma. (manteve-se)


Paulo: Israel, vamos voltar com as canção em hebraico? Vamos voltar para so anos 70/80? Eu gostava mais! Mas bom, ano passado não gostava da música (nem do Hovi, desculpa) mas ele surpreendeu com um Excelente live. A canção do Imri é ok, melhor que a sua antecessora, mas ela não faz meu estilo – contudo se classifica para a final facilmente. Porém Imri possui um vocal/talento inferior ao do Hovi, assim que o conjunto israelense em si é seis por meia dúzia na minha opinião. (manteve-se)

Opinião dos fãs: 68% preferiram Imri Ziv a Hovi Star

Opinião de mãe (Imri Ziv): Gostei do rapaz e me simpatizei com ele. Fiquei muito feliz que ele progrediu na vida de backing vocal pra cantor solo. Adorei o clima festivo do clipe: as pessoas reunidas, bonitas e alegres comemorando. A música tem uma batida muito legal, é um ritmo bom. Em relação ao ano passado, eles estão de parabéns. Não sabia que eu gostava tanto de Israel. (Selma Javarini)

Veredito final
Israel se manteve em relação a 2016


moldávia

Black Epic Sax Guy
Fabiana: Se tivessem permitido Lidia Isac cantar em francês, pensaria em colocar ‘manteve-se’ aqui. Mas em inglês, “Falling Star” nada mais é que um electropop barato, que parece ter sido rejeitado do Melodifestivalen. Lidia tem muito talento e merecia uma canção bem mais competitiva, menos datada. “Hey Mamma” é meio básica, mas ela tem uma performance divertida e uma batida gostosa, que não te deixa ficar parado. (melhorou)

Sunstroke
Marcus: Gosto muito de “Falling stars“, é meu guilty pleasure de 2016. Apesar de genérica, a melodia me agrada, mas acho que a apresentação poderia ter sido melhor em Estocolmo. Já para 2017 a Moldávia trará novamente o Epic Sax Guy – imortalizado em 2010 – para a competição. Vale lembrar que ‘Hey mamma‘ não deixa de ser genérica, porém é muito mais popular dentre os fãs e deverá se sair bem melhor. Nos resta aguardar pra ver. (melhorou)


Paulo: Pop genérico por pop genérico, a desse ano é a melhor. Sim, Lidia surpreendeu apesar do baixo orçamento (se ela tivesse ido com aquela versão em francês, minha opinião seria totalmente diferente). Dificilmente Lidia passaria e o Sunstroke possui chances reais de classificação. Além de terem um conjunto mais forte, eles são mais famosos e farão algo mais memorável no palco. (melhorou)

Opinião dos fãs: 60% preferiram Sunstroke Project a Lidia Isac

Opinião de mãe (Sunstroke Project): Ih, olha lá, o cara conquistou a mãe mesmo! É um clipe bem sensual, irreverente e ousado. Agora, eu não vejo uma música dessa tendo um resultado tão expressivo em um festival. Ela é divertida e pode funcionar em outras circunstâncias, mas é muito simples para mim. O ritmo é gostoso e a ideia é bacana, só não está no melhor lugar. (Elisabete Aranha)

Veredito final
A Moldávia melhorou em relação a 2016

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