Análises

Análises comparativas 2016/2017 – 3ª semana

02 de abril de 2017 - por Fabiana Silva
02 04 2017

Leonor-Salvador

Salvador Sobral
Fabiana: Leonor Andrade tinha muito potencial em 2015, mas o arranjo de “Se há um mar que nos separa” era monótono e a performance não conseguiu encantar. Já Salvador tem uma imagem tão peculiar que é impossível não ficar vidrada enquanto ele canta. Sua voz suave sai com naturalidade e ele não tem medo de ser quem ele é. Não é a toa que ele está em uma excelente posição nas casas de apostas! (melhorou)

salvador-sobral
Marcus: Não preciso nem dizer que melhorou bastante. ‘Amar pelos dois‘ é uma música totalmente sentimental e não se pode apenas escutá-la, deve-se ouví-la, o que é muito diferente. Gosto da música da Leonor, mas ela ficou bem esquecida na competição, pois a proposta dela não tinha nada de inovador. Essa pausa de Portugal fez muito bem. (melhorou)


Paulo: Leonor é uma graça e sua canção é legal, contudo Salvador tem de longe a minha canção favorita – arrisco até me dizer que a minha entrada portuguesa favorita de todos os tempos. Tocante, emocionante.. apenas linda. Caso Salvador maneire um pouco nos “maneirismos” pra não assustar a Europa, acredito que Portugal conseguirá uma boa colocação sim. (melhorou)

Opinião dos fãs: 63% preferiram Salvador Sobral a Leonor Andrade

Opinião de mãe (Salvador Sobral): Meu Deus, que música do fossa – acho que a vó dele o embalou com Maísa, Dolores Duran… Eu gostei, ele tem uma voz suave! É bom para você ouvir quando você está pensando nos amores do passado, nos tocos que você tomou. (Elisabete Aranha)

Veredito final
Portugal melhorou em relação a 2015


minus-hovig

Minus One
Fabiana: Claro que, por pior que um rock seja, ele sempre vai ser melhor que uma balada pop clichê repetitiva. “Alter Ego” era um rock pré-fabricado, que ofuscou boa parte da força que a banda Minus One tem, ainda assim era muito mais interessante do que “Gravity“, que não vai de nenhum lugar para lugar algum. Uma pena para Hovig, que tem uma voz linda e que merecia muito mais. (piorou)

Hovig
Marcus: Não tive muitas esperanças quando anunciaram Hovig como representante cipriota, mas devo admitir que ele me surpreendeu. A música é bem legal, vejo que o Chipre está correndo atrás de ser bem representado na competição, mas não vejo o país indo longe esse ano. Assim como 2017, me surpreendi com 2016 e acho que os Minus One foram muito bem. (manteve)


Paulo: Sou um grande fã de rock no Eurovision, assumido. Contudo não consigo engolir “Alter Ego“! Para mim é um rock schlager, uma canção rock pra quem não gosta de rock. Já “Gravity” é meio fraca, repetitiva mas eu até prefiro escutá-la do que escutar “Alter Ego“. Então por muito pouco – e nivelando por baixo – prefiro Hovig. (melhorou)

Opinião dos fãs: 54% preferiram Minus One a Hovig

Opinião de mãe (Hovig): Uma música com balanço gostoso, tanto para ouvir, quanto para dançar, mas sinto falta de um grande diferencial. Achei que no vídeo ‘ao vivo’, ele não usou muito bem o espaço do palco – ele precisa melhorar isso urgente! (Elisabete Aranha)

Veredito final
O Chipre se manteve em relação a 2016


Douwe Bob
Fabiana: não sou a maior fã do mundo de “Slow Down“, mas Douwe cumpriu o que prometeu – uma canção country gostosa de se ouvir, que caia como uma luva em seu estilo, e que foi interpretada com maestria. “Lights and Shadows” não é uma canção ruim, mas as meninas do O’G3NE fizeram tanto alarde antes da revelação do tema que, quando ele chegou, os fãs se decepcionaram. A única parte da música que consigo me lembra é do início – ‘cry no more, cry no mooooo-OOOOOOOre’ – ainda que eu a tenha ouvido mais de dez vezes para analisá-la. (piorou)

trigemeas
Marcus: palmas pra Holanda, que está trazendo nomes importantes do país pra competição. Devo admitir que gosto das duas entradas, ambas me chamam a atenção de formas diferentes. Douwe veio para a competição com um estilo bem diferente de suas concorrentes e obteve um ótimo resultado, já as O’G3NE vêm com algo mais genérico, mas igualmente interessante, e com uma história impactante. Veremos se elas conseguirão chegar ao quase-top 10 esse ano. (manteve)


Paulo: Douwe, sem pestanejar. “Slow Down“, minha canção favorita de 2016 (e provavelmente entraria fácil em uma lista das minhas favoritas de todos os tempos no Eurovision) contra uma balada que ouvi duas vezes, deu sono e não tem nem um refrão decente pra ficar na cabeça – juro que não lembro nada dela – o que não é bom sinal. Esse é provavelmente um dos embates mais fáceis porque vai ser difícil pra O’G3NE conseguir ser tão memorável como foi Douwe Bob. (piorou)

Opinião dos fãs: 63% preferiram Douwe Bob a O’G3NE

Opinião de mãe (O’G3NE): Apesar de eu não gostar de conjuntos, gostei das vozes das meninas, elas combinaram muito bem e ficou bem harmonioso. Na verdade elas me lembraram os conjuntos dos anos 70, como ABBA, Bee Gees… Me deu uma nostalgia! (Selma Javarini)

Veredito final
A Holanda piorou em relação a 2016


Michal Szpak
Fabiana: No começo, achava “Color of your life” bem anos 80, mas depois ela cresceu em mim e hoje a adoro. Michal é um performer e conseguiu elevar o nível de sua canção. Agora a Polônia não tem nem uma canção memorável e nem uma artista que consiga se destacar na multidão. Infelizmente, “Flashlight” passa totalmente desapercebida para mim, às vezes nem lembro que ela está concorrendo. (piorou)

Michal Szpak
Marcus: Podem me julgar mas acho a música do Michał meio brega. Minha mãe sempre diz que ele é muito dramático no clipe (imagina quando ela ver o vídeo dele de parabéns para a Malena). Já Kasia, acho ela meio sem sal e a apresentação dela na NF polaca não me chamou atenção, tudo vai depender da apresentação. Nenhuma das duas me chama a atenção, é a realidade. (manteve)


Paulo: Ambas as canções tem propostas similares e qualidades similares. Apesar de “Colour of Your Life” ter um refrão mais memorável e fácil de ficar na cabeça, tenho certeza que Kasia e “Flashlight” farão uma apresentação bem melhor que a do ano passado. Por isso, não consigo decidir entre nenhuma das canções. (manteve)

Opinião dos fãs: 61% preferiram Michał Szpak a Kasia Mos

Opinião de mãe (Kasia Mos): Voz marcante e apresentação bem cuidada, com efeitos visuais bonitos. Só acho que ela ficou muito parada, é meio sem graça isso. (Elisabete Aranha)

Veredito final
A Polônia se manteve em relação a 2016


Ovidiu Anton
Fabiana: Cada vez que ouço “Yodel It!“, tenho mais e mais saudades do Ovidiu. A Romênia vinha em uma excelente toada roqueira… mas agora isso foi quebrado e me bate uma tristeza, um vazio. “Moment of Silence” era maravilhosa e poderia brilhar em Estocolmo, deixando os fãs de rock (como eu e o Paulo, por exemplo) tão felizes e orgulhosos. Ilinca e Alex são bons no que fazem, mas sua canção ultrapassa o limite entre o aceitável e o ‘friki’. (piorou)

Ovidiu
Marcus: Queria que a dívida da Romênia tivesse sido cobrada esse ano ao invés do ano passado. A proposta desse ano não me agrada nem um pouco. Acho breguíssima e sem sal. Ovidiu tinha uma proposta bem melhor, na minha opinião. E é claro, com uma letra que fazia algum sentido. Estou tentando entender até agora o hype em “Yodel it“. (piorou)


Paulo: Ovidiu tinha minha canção favorita da história eurovisiva da Romênia, simples assim. Agora, falando sobre esse ano, a Romênia volta com aquele seu gosto sem classe e duvidoso que lhe é característico. Eu simplesmente não consigo chegar até o fim de “Yodel It!“. Para os que acham ela interessante e original, recomendo que escutem a canção belga do Junior Eurovision 2009, de Laura Omloop (aqui), que é um ótimo exemplo de como usar yodel de uma forma não-ofensiva, não-forçada e que resulta em uma composição extremamente agradável e não uma bagunça musical bizarra e sem sentido. Apenas digo que quem nasceu pra ser “Yodel It!” nunca será “Zo Verliefd“. (piorou)

Opinião dos fãs: 76% preferiram Ilinca & Alex Florea a Ovidiu Anton

Opinião de mãe (Ilinca & Alex Florea): A primeira imagem da apresentação dá pra pensar que é uma música romântica. Não sei esse pessoal não teve infância, ou se não conhece ‘A canção tonta’, do filme Branca de Neve e os sete anões, pois parece muito. E a dancinha do cara é ridícula, nada a ver. Não vejo a Romênia como uma forte concorrente esse ano. (Selma Javarini)

Veredito final
A Romênia piorou em relação a 2016


Frans
Fabiana: Nada contra Robin – até gosto de “I can’t go on” -, mas “If I were sorry” foi um tapa na cara da sociedade amante de farofa. A canção de Frans é moderna, minimalista e com uma boa letra, enquanto a canção do Robin não é nada original e a letra é totalmente vazia, tendo como maior ponto positivo sua parte visual. Enfim, nada do que eu diga aqui vai mudar a rotina de termos a Suécia no top-5. (piorou)

robin

Marcus: Gosto da música do Frans, tem uma vibe legal e é agradável de se ouvir, mas não é nada que me surpreenda. Acho que o garoto terminou numa posição alta demais e eu poderia fazer uma seleta listinha de países que mereciam mais o quinto posto no lugar da Suécia. Espero que esse ano essa injustiça não se repita, já que Robin tem uma proposta igualmente mediana, mesmo que com estilos totalmente diferentes. Mas como é Suécia, sabemos que eles terão uma boa posição simplesmente pelo nome que o país tem na competição. (manteve)

Paulo: Who’s da man? Frans, Frans! Svenskarnas hopp, vår superman (huh) Frans, jag säger Frans! Desculpem-me, eu sei que há muitos haters do Frans por aí mas obviamente eu prefiro If I Were Sorry. Simples, bonita e não precisa de esteiras no palco pra se escorar. Muito do sucesso do Robin se deve à sua apresentação, porque sem ela a canção não teria um hype tão grande, enquanto Frans apenas com sua canção e carisma, sozinho no palco e sem mais nada para ajudá-lo conseguiu um top 5 no Eurovision (o que quase inédito para a Suécia nos últimos anos que sempre levam diversos tipos de parafernálias para o palco). É para poucos. (piorou)

Opinião dos fãs: 62% preferiram Robin Bengtsson a Frans

Opinião de mãe (Robin Bengtsson): Como eu sempre digo, quando a música é boa você já vê nas primeiras notas. A música é muito boa, é agradável e gostosa de ouvir. A apresentação é simples mas é bem elaborada, gostei do visual dos rapazes e da modernidade do figurino deles. E como eu acompanhei o Melodifestivalen, eu achei bem coerente a escolha do Robin, é uma música que considero forte candidata na disputa pela vitória. (Selma Javarini)

Veredito final
A Suécia se manteve em relação a 2016

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