Eurovision

Oleksandr Kharebin fala sobre o caso Samoylova

Lembrou os interesses comerciais da EBU

31 de março de 2017 - por Fabiana Silva
31 03 2017

O antigo produtor executivo do Eurovision 2017, Oleksandr Kharebin, deu uma entrevista ao canal alemão DW sobre a relação entre a UA:PBC e a EBU. Ele comentou que essa relação está baseada em dois documentos, sendo um acordo de delegação anfitriã e um regulamento para países membros. Kharebin lembrou que nenhum desses documentos possui uma cláusula para sancionar um membro da EBU por não permitir que um participante competisse no festival (como a Ucrânia não permitiu que a russa Julia Samoylova entrasse em seu território):

Não há base legal para punir a Ucrânia por não aceitar um dos participantes, porque a Ucrânia é guiada apenas por seus interesses de Estado. A EBU é uma companhia comercial registrada na Suíça. É estranho que, a partir daí, somos lembrados de acordos comerciais que devem impedir a Ucrânia de cumprir suas funções de Estado.

Ele ainda comentou que o Eurovision é um projeto exclusivamente comercial e que todos os membros da EBU geram seus próprios lucros com ele:

O mercado russo é extremamente importante para a EBU porque é uma taxa de adesão e uma audiência de vários milhões de dólares, e agora a Rússia está realmente chantageando a European Broadcasting Union, ameaçando se retirar dela, e é por isso que a EBU está fazendo o mesmo com a Ucrânia, exigindo incisivamente a permissão de entrada da participante russa.

Hanna Bychok, atual chefe do conselho da UA:PBC, comentou que a Ucrânia não irá permitir o uso do Eurovision para motivos políticos, seja dentro ou fora do país. A estatal trabalha duro para que Kiev esteja pronta para o festival, provando que os ucranianos podem oferecer um ambiente hospitaleiro, civilizado e seguro.


Caso Julia Samoylova

Confira os episódios do caso Julia Samoylova aqui.

Fonte: ESCKaz
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