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EBU planeja criar Eurovision americano

Ampliando os mercados da marca 'Eurovision'

28 de agosto de 2017 - por Fabiana Silva
28 08 2017

Em entrevista à equipe da Eurovision Fan House, Jon Ola Sand falou sobre sua vida como supervisor executivo e sobre os planos da EBU em fazer com que a marca ‘Eurovision‘ siga crescendo, inclusive em mercados fora da Europa. Confira alguns trechos:

P: O que você acha do Eurovision Song Contest como ele é hoje?

R: Eu acho que é um ótimo evento cultural que tem um forte legado e que provou, ao longo dos anos, sua capacidade única de conectar uma grande quantidade de pessoas em toda a Europa e em outros países. A cada ano, ele une com êxito países e artistas em uma competição amigável. Isso é algo de que estou muito orgulhoso e algo que aprecio muito e sei que isso é o mesmo para todos os membros da EBU que participam do Eurovision, isso é algo que eles realmente apreciam.

P: Você acha que o Eurovision Song Contest alcançou todo seu potencial?

R: O programa vem melhorando todos os anos desde que começou e todos os anos têm surgido novos recursos e novas tecnologias. Crescemos do que foi por muitos anos um show de uma noite, com cerca de 18 a 20 participantes, para um evento de uma semana inteira, com três Shows ao vivo e até 42 participantes. O ESC passou por enormes desenvolvimentos. Primeiro, adicionando mais países e emissoras e também mudando toda a estrutura musical, tirando a orquestra, o que realmente permitiu que o ESC crescesse, tornando-o mais contemporâneo. Também adicionamos júris na avaliação de todas as propostas, o que também torna a qualidade do festival musical mais alta. Então acho que vimos um bom desenvolvimento ao longo dos anos, mas o potencial ainda não foi alcançado, porque ainda temos muito o que fazer. Mas, como acontece com todos os grandes eventos como esse, as mudanças devem ser feitas em etapas. E, passo a passo, continuaremos a desenvolver e cuidar do Eurovision.

P: Quais são os planos de expansão para ESC em mercados como a América do Norte ou a Ásia?

R: Já lançamos uma iniciativa na Ásia, e isso é feito em conjunto com o nosso parceiro australiano, a SBS, que participa do ESC. Estamos trabalhando com eles para organizar um conceito similar ao Eurovision na Ásia, essencialmente para ter uma versão asiática. Além disso, também transmitimos o ESC em vários mercados nessa região, a Austrália é um deles, a China esteve presente para transmitir o Eurovision, a Nova Zelândia esteve ali e, quando se trata dos Estados Unidos, também temos um acordo com a Viacom para transmitir o Eurovision nos Estados Unidos. Também queremos ver se é possível criar uma versão americana do festival, embora ainda não o tenhamos concluído esse projeto. Esta é uma estratégia de longo prazo para ver o quão longe da Europa a marca pode chegar.

P: Existem planos para mudar o sistema de votação de forma alguma?

R: Eu não acho que o sistema de votação vá mudar. Quando decidimos mudar para o sistema atual em 2016, levou muitos anos para garantir que fosse justo e que pudéssemos fazer isso. Nós tínhamos testado muitas vezes e medido as conseqüências de um sistema como este. Nós conversamos muito com os membros sobre isso, para garantir que eles estivessem cientes e que tivessem entendido todo o conjunto. Então, foi um processo muito completo que terminou sendo bem sucedido em nossa opinião. Eu acho que demos um salto em se tratando de gerar entusiasmo no show. Nos anos anteriores, era possível ter ideia de quem seria o vencedor bem cedo, quando o porta-voz começava a dar pontos. Mas agora conseguimos criar suspense até o último minuto e, é claro, para os produtores de TV, essa foi uma grande conquista. É assim que a televisão deve ser. Deve ter emoção até o final.

Confira a entrevista completa (em inglês) [aqui].

Fonte: Eurovision Fan House

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