Eurovision

E a cidade-sede?

Os fãs não aguentam mais ser enganados

25 de agosto de 2016 - por Marcus Javarini
25 08 2016

Mais uma vez o público foi “enganado”. Após marcar o anúncio da cidade-sede do Eurovision 2017 para 27 de julho, a estatal ucraniana NTU adiou para o dia 1 de agosto e novamente para o dia 24 de agosto. Após nenhum dos três prazos serem cumpridos, fica a dúvida:

a Ucrânia está preparada para organizar o Eurovision 2017?

Antes de avaliar a capacidade da NTU em sediar um evento desta proporção, é preciso evidenciar que existem coisas onde o público deve participar e coisas onde este deve ser poupado. E o anúncio da sede é uma dessas coisas. Sabemos que três cidades – Kiev, Odessa e Dnipro – estão na disputa para abrigar o festival e que enviaram propostas para a NTU analisar e escolher a mais adequada. Infelizmente, nenhuma das três propostas agradou a EBU. A essa altura, a NTU já havia adiado o anúncio de 27 de julho para 1 de agosto. Após a remarcação para o dia 24, foi tornado público o fato de que a proposta de Kiev não havia uma arena para sediar, já que o Palace of Sports e o Olimpiyskiy National Sports Compex se mostraram inviáveis para a competição; o primeiro por não ter estrutura e tecnologia compatíveis com o Eurovision e o segundo por necessitar de alterações na estrutura, já que a arena não possui teto, requisito indispensável pela EBU.

Após o descumprimento do prazo de 1 de agosto, o pior erro da NTU foi ter anunciado o dia 24 como a data do anúncio mesmo não tendo estipulado nenhum prazo para que as prefeituras melhorassem suas propostas (a EBU estava insatisfeita com o que as cidades haviam mostrado), o que comprometeu totalmente o planejamento da estatal ucraniana em fazer o anúncio no dia 24.

Leia também: Dnipro poderá perder interesse no Eurovision

Segundo Victoria Romanova, chefe de delegação ucraniana

A escolha da cidade anfitriã é provavelmente a decisão mais importante de todo o Eurovision. Esse veredito é muito importante para tomá-lo às pressas.

Mesmo com problemas nas propostas, o atraso é evidente. Em 2016, por exemplo, a Suécia anunciou Estocolmo como sede em julho, já a Áustria escolheu Viena no início de agosto. Mesmo com o atraso dos ucranianos, devemos entender que esta é uma das principais decisões a serem feitas para sediar uma edição do Eurovision, por outro lado, uma decisão tardia pode comprometer o planejamento do município para receber o alto fluxo de fãs e as delegações. Para isso, são necessárias alterações no trânsito, investimento nos aeroportos, a mobilização nos hotéis para receber dezenas de delegações e etc.

Ao fim das contas, a NTU demonstra, sim, capacidade para sediar a competição, tanto que o fez com sucesso em 2006. A prova dessa capacidade e comprometimento foi demonstrada ao receber propostas das cidades interessadas para escolher a melhor ao invés de fazer acordo com uma prefeitura sem explorar outras opções; o único problema foi anunciar para o público um prazo que não poderia ser cumpridos e insistir no erro, marcando novas datas para acontecimentos imprevisíveis e incertos.


Agora vai… não!

Hoje, a NTU marcou uma uma conferência de imprensa para, finalmente, anunciar a cidade-sede do Eurovision. O evento seria transmitido ao vivo pelo Youtube e contaria com comentários em inglês. Contudo, a conferência foi cancelada pelo gabinete de ministros da Ucrânia, alegando que eles precisariam de mais tempo para tomar esta decisão.


Batalha das cidades

Para saber mais sobre as cidades que se inscreveram para abrigar o Eurovision 2017, clique aqui.

Fonte: ESCPedia

Veja mais sobre:

x Close

Curta nossa página no Facebook