Análises

Análises comparativas 2016/2017 – 5ª semana

16 de abril de 2017 - por Fabiana Silva
16 04 2017

Albânia Comparativo 16 - 17

eneda
Fabiana: A Albânia continua com a mesma fórmula: uma balada orquestrada com um revamp muito ruim. Se o melhor resultado do país veio em albanês, porque esse povo continua insistindo em cantar em inglês? É um país que anda passando desapercebido para mim e que, se não tivermos mudanças urgentes na forma como eles escolhem seus representantes, os resultados vão ser cada vez mais desanimadores.. (manteve-se)


Marcus: Todos os anos a Albânia escolhe músicas de qualidade, porém sem nenhum elemento que  destaque. É o que podemos ver com Eneda e Lindita. Ambas cantam muito bem, têm presença de palco, porém a música – que é o que mais importa – é apenas mais do mesmo. Inovação é essencial. (manteve-se)

Paulo: Albânia trocou 6 por meia dúzia. Ambas canções eram melhores em albanês (na minha opinião) sendo que ano passado o estrago foi muito maior (a canção era excelente e ficou horrenda em inglês). Acho que Lindita grita muito – totalmente desnecessário pela quantidade em que ocorre – é muito difícil entender a letra de World mas ainda si; contudo acredito que houve uma melhora em relação aos revamps desastrosos albaneses do ano passado para este ano. (melhorou)

Opinião dos fãs: 88% preferiram Lindita a Eneda Tarifa

Opinião de mãe (Lindita): Não é uma música ruim mas não chega a ser algo extraordinário, é algo linear e gostosa de ouvir… Está dentro dos padrões do Eurovision desse ano. (Selma Javarini)

Veredito final
A Albânia se manteve em relação a 2016


Tchéquia Comparativa 16 - 17

Gabriela Guncikova
Fabiana: duas cantoras incríveis, mas duas músicas que, apesar de serem baladas, seguem caminhos totalmente diferentes. “My Turn” não tem aquele momento que pode crescer ao vivo, não tem aquele clímax de “I Stand”. Também não consigo ver como ela pode funcionar ao vivo, ainda que Martina seja incrível vocalmente. Gabriela também tem um magnetismo maior, ela prende seu olhar. (piorou)


Marcus: Nem que a Martina cante com os bonecos do Mans, conseguirá superar a Gabriela no ano passado. Não que ela tenha uma proposta ruim, pelo contrário. Martina tem uma música muito agradável e bem produzida, mas acaba se tornando apagada meio a tantas outras baladas em 2017. Por outro lado, Gabriela disse a que veio com sua apresentação majestosa, digna de um top 10, porém totalmente incompreendida. (piorou)

Paulo: República Tcheca está primando pela qualidade e eu gosto disso. Ambas canções são composições sofisticadas e de qualidade, contudo Gabriela é um show a parte e sua canção é muito mais comercial do que My Turn (que provavelmente será incompreendida pela sua falta de material que a deixem memorável). Gabriela merecia muito mais do que conquistou o ano passado e dificilmente Martina conseguirá uma posição melhor que a dela. (piorou)

Opinião dos fãs: 79% preferiram Gabriela Guncikova a Martina Bárta

Opinião de mãe (Martina Bárta): Analisando o conjunto, sendo ela uma música romântica que fala de amor, promessas e da pessoa amada, o clipe não tem muita relação com a música. Se eu fosse ver só o clipe sem saber da letra, eu não gostaria, apesar de que a música não é ruim. (Selma Javarini)

Veredito final
A Tchéquia piorou em relação a 2016


Comparativo Itália 16 - 17

Melody Gorila
Fabiana: “Nessun grado di separazione” é muito meiga e suave, que poderia ter se saído muito melhor em Estocolmo se tivesse apostado por uma apresentação menos caricata e sem noção. Ainda assim, não é uma canção que tenho vontade de ouvir com frequência, é um tanto sem sal para mim. Agora “Occidentali’s Karma” é totalmente o oposto – é divertida, tem uma letra inteligente e uma batida que te dá vontade de dançar. Gabbani é um showman e estou muito curiosa para vê-lo no palco em Kiev.. (melhorou)


Marcus: É delicadíssimo falar da Itália esse ano. Não falem mal do queridinho dos fãs! Devo dizer que ‘Occidentali’s karma‘ é uma música muito bem produzida, com uma temática extremamente inovadora na competição, mas ainda sim não entendo tanto hype. É uma música boe sim, assim como a do ano passado, que acabou sendo prejudicada com a quitandinha da dona Francisca no palco, porém com mais chances de vitória do que sua antecessora. (melhorou)

Paulo: Melhorou, melhorou, melhorou. Apesar de gostar de Nessun Grado di Separazione (ignoro a apresentação e a parte desnecessária em inglês), Occidentali’s Karma tem chances reais de título, algo que não ocorreu esse ano. Além de ser uma excelente composição, letra magnífica e ritmo contagiante, ela tem qualidade, é memorável e faz dançar. Vai ser difícil a Itália aparecer ano que vem com algo melhor. (melhorou)

Opinião dos fãs: 80% preferiram Francesco Gabbani a Francesca Michielin

Opinião de mãe (Francesco Gabbani): A temática da música é interessante, mas a letra é muito confusa, muito conteúdo pra pouco espaço. Achei a coreografia meio ‘nada a ver’. Sinceramente, eu não consigo apreciar essa música. Nem consegui entendê-la direito. (Selma Javarini)

Veredito final
A Itália melhorou em relação a 2016


Comparativo Armênia 16 - 17

Hayastan!
Fabiana: Armênia pegou o jeito de fazer Eurovision e ninguém mais os pode parar. Até quando eles escolhem alguém ou alguma canção que talvez não se encaixe nos padrões esperados, eles conseguem reverter o jogo e criar uma proposta competitiva. “Lovewave” parecia alternativa demais, mas ela tirou meu fôlego ao vivo e a ARMTV usou a tecnologia a seu favor para criar uma performance impecável. Sem contar aquele vozeirão e a sensualidade exacerbada de Iveta, que foram cruciais no conjunto. Provavelmente “Fly with me” segue o mesmo caminho, de crescer tanto ao vivo que impressionará o público e conquistará mais um top-10 para o país. Sinceramente, minha primeira impressão de “Fly with me” foi bem melhor do que a de “Lovewave”. (manteve-se)


Marcus: Confesso publicamente que já pratiquei a heresia de dizer que ‘Lovewave‘ era chata. Mas entendo que a música foi pensada para uma boa apresentação, o que provavelmente acontecerá com Artsvik. ‘Lovewave‘ funcionou muito bem no palco e merecia uma posição bem acima do alcançado. Deusa Gohar me ouça quando digo que ‘Fly with me’ também foi criada para uma apresentação surpreendente no palco, o que não será difícil de acontecer. Outro top 10 pra Armênia, por favor. (manteve-se)

Paulo: Ambas canções foram feitas para palco. Acredito muito no potencial de performance de Fly With Me, já que a mesma foi pensada para dar um show no palco, como Iveta o fez com a sua LoveWave. Contudo em estúdio, LoveWave é original, cativante e excelente. Artsvik terá que voar no palco para poder conseguir chegar perto do show que foi LoveWave. (piorou)

Opinião dos fãs: 80% preferiram Iveta Mukuchyan a Artsvik

Opinião de mãe (Artsvik): Mais uma música falando de amor, só que dessa vez de uma forma diferente. De todas as músicas do Eurovision desse ano, essa é a mais interessante. Gostei do clipe, a música tem uma melodia boa. No conjunto, eu gostei, é muito boa. (Selma Javarini)

Veredito final
A Armênia piorou em relação a 2016


Comparativo Austrália 16 - 17

Dami Im
Fabiana: a Austrália fez a lição de casa direitinho nas décadas em que apenas transmitia a competição. Eles escolhem artistas atuais e que conseguem cativar o público. Já sabíamos do carisma e do potencial vocal de Dami Im e “Sound of Silence”, apesar de ter defeitos construtivos, pode demonstrar todo o potencial vocal da cantora (que é enorme). “Don’t Come Easy” não tem picos vocais como sua sucessora, mas ela é extremamente radiofônica, podendo virar um sucesso em qualquer parte do mundo – já a imagino em alguma novela global, para algum momento em que o casal principal briga. (manteve-se)


Marcus: Como não gostar de Dami Im e seu carisma, talento e música boa pra caramba? Sem dúvida ela mereceu o segundo lugar e teria merecido a vitória caso tivesse acontecido. Sabemos que é difícil superar um segundo posto na competição, mas a Austrália já mostrou que não vem brincando em serviço e Isaiah é a prova disso. Mesmo que tenha sido meio ‘rejeitado’ após seu anúncio, o garoto é muito talentoso e sua música é muito forte. Não duvido que o país possa repetir o resultado de 2016 no placar. (manteve-se)

Paulo: Polêmica: eu não entendo o hype por Sound of Silence. Dami Im tem uma voz maravilhosa, carisma e presença de palco… porque colocaram ela sentada em cima de uma caixa a apresentação inteira, com um vestido inexplicável no qual ela pouco conseguia se mover? Sei que serei criticado, contudo eu gosto muito mais da canção do Isaiah Firebrace (apesar de ser um pouco repetitiva – como a da Dami é, principalmente no seu refrão que diminui a canção em qualidade pra mim – e de dificilmente chegar perto do sucesso que foi Sound of Silence). (melhorou)

Opinião dos fãs: 65% preferiram Dami Im a Isaiah Firebrace

Opinião de mãe (Isaiah Firebrance): Já nos primeiros acordes, vi que a música era boa, mas quando ouvi a voz do Isaiah, eu me surpreendi, principalmente com uma voz dessas num menino tão pequeno. A melodia, a música, o clipe, tudo combina, tudo deu certo. É um clipe sem muitos elementos, mas muito coerente com a música e com o artista. Na minha opinião, é uma das melhores músicas do ano. (Selma Javarini)

Veredito final
A Austrália se manteve em relação a 2016


Comparativo Estônia 16-17

Juri Pootsmann
Fabiana: “Verona” tem alguma coisa que te gruda no cérebro, mesmo que você odeie a canção. É o que aconteceu comigo – quando menos percebi já estava com o karaokê ligando, cantando o ‘aaaaaaaaah’. Isso não faz dela uma canção genial, ou seja, ela ainda é datada e repetitiva, que poderia ter sido planejada de modo a realmente abraçar seu lado faroeste. No quesito intérpretes, 2016 e 2017 se equiparam, pois todos são muito bons ao vivo, mas “Play” fez melhor uso do retrô, em um arranjo mais elaborado. (piorou)


Marcus: Sou fã do Jüri, gosto muito da música dele e da apresentação na seletiva, mas tenho que admitir que ele mereceu a posição em que ficou. A apresentação foi muito ruim, tirou toda a graça da música, um erro fatal. Vejamos se os Stig & Elina 2.0 não cometerão mesmo erro. ‘Verona‘ é uma música bem interessante para uma apresentação legal e bem feita, tomara que não estraguem tudo. (melhorou)

Paulo: Odiei Verona pelo menos nas dez primeiras vezes que eu a escutei. É extremamente datada, tão antiga e clichê .. contudo com o tempo, eu aprendi a gostar dela. Ela fica na cabeça e você acaba cantando ela, do nada. Contudo, amo Play desde a primeira vez que a ouvi (apesar de ter odiado a apresentação e ter achado que ele parecida um aeromoço no palco) mas foi defendê-la sempre. (piorou)

Opinião dos fãs: 58% preferiram Koit & Laura a Jüri Pootsmann

Opinião de mãe (Koit & Laura): Esse ano está tudo muito equilibrado, as músicas estão todas no mesmo nível. Sobre ‘Verona’, eu gostei muito do ritmo da música, é boa pra se dançar, apesar de não ser nada surpreendente. Acho que essa dupla deu muito certo. (Selma Javarini)

Veredito final
A Estônia piorou em relação a 2016

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