Análises

Análises comparativas 2016/2017 – 4ª semana

09 de abril de 2017 - por Fabiana Silva
09 04 2017

Poli Genova
Fabiana: desde que voltou ao Eurovision, dá gosto de ver os esforços da equipe búlgara para deixar uma boa imagem para o público. Ainda que não goste do figurino e do caos da performance de “If Love Was a Crime”, Poli Genova foi ótima e é impossível não ficar imitando a icônica coreografia do refrão. E essa música tem tudo para ser um dos clássicos de nossa geração. “Beautiful Mess” não é tão memorável, mas pode se agarrar na voz poderosa e na presença de palco de Kristian. É uma delícia vê-lo no palco. (manteve-se)

poli-genova
Marcus: Não consigo escolher uma. As duas músicas possuem particularidades especiais em suas diferenças. Poli tem um carisma gigantesco, Kristian também. Ambas as propostas, mesmo que muito diferentes entre si, são muito bem produzidas interpretadas. (manteve-se)

Paulo: Eu até gosto de If Love Was a Crime, mas se eu tiver que escolher entre uma delas, prefiro Beautiful Mess. Poli é carismática mas a apresentação foi bem aquém do que poderia ser, tanto que o seu quarto lugar foi uma surpresa para mim. Agora Beautiful Mess tem potencial para conquistar um quarto lugar – ou até mais – no Eurovision. A Bulgária está de parabéns pelos dois últimos anos e acredito que sim, eles fizeram até melhor esse ano. (melhorou)

Opinião dos fãs: 62% preferiram Poli Genova a Kristian Kostov

Opinião de mãe (Kristian Kostov): Parece trilha sonora de filme de guerra ou coisa assim. Gostei da voz dele, mas achei a música um pouco monótona, às vezes a gente se perde e começa a divagar. Faltou alguma coisa para chamar a atenção, mas não sei o que é. (Elisabete Aranha)

Veredito final
A Bulgária se manteve em relação a 2016


Navi
Fabiana: Assumo que adoro “Help you fly”, achei a performance muito bem feita, mas faltava em Ivan aquela coisa que nos predensse e que nos desse vontade de votar por ele. É exatamente isso que a dupla Navi tem – é uma fofura só! A música levanta meu ânimo, me faz sorrir, me faz sair cantando ‘hey hey ya ya ya ya oh’. Acho que Belarus nunca esteve tão perto de repetir um top-10 como está em 2017 – e seria lindo que isso acontecesse e que mais países se animassem a mandar músicas em idioma local. (melhorou)

Ivan
Marcus: Não consigo gostar da música desse ano, me desculpem. Reconheço que ela é animadinha e tudo mais, mas acho ela infantil demais pra competição e uma candidata fraca. Por outro lado, Ivan, apesar de uma proposta mais coerente, tinha uma música igualmente fraca e apelou em sua apresentação com o seu nude holográfico. Por favor, né? (manteve-se)

Paulo: Obviamente melhorou e eu arrisco dizer que é a minha canção favorita da história de Belarus. A canção é divertida, animada e bonita. O duo NAVI é extremamente carismático e tem tudo para dar um bom resultado a Belarus no Eurovision. Posso ouvir a canção em loop e continuar gostando dela o tempo inteiro. (melhorou)

Opinião dos fãs: 77% preferiram Navi a Ivan

Opinião de mãe (Navi): Joelma e Ximbinha reataram e ninguém me contou? Esperei a menina gritar “Calyyyypsoooooooo”. A gente que é brasileiro gosta de coisas assim, mais dançantes e animadas. Eles chamam a plateia, se divertem e parece que a gente está participando da apresentação. (Elisabete Aranha)

Veredito final
Belarus melhorou em relação a 2016


Argo
Fabiana: fãs de Demy me desculpem, mas eu não tenho como defendê-la dessa vez. Parece que tudo que Kontopoulos faz é esconder a personalidade dos artistas, fazendo com que eles cantem músicas genéricas e sem graça (fez com a Rússia ano passado e está fazendo com a Grécia esse ano). Argo pode ter feito uma performance pífia e “Utopian Land” pode ter um refrão bem meia boca, mas ela representa muito mais a Grécia para mim, é mais ou menos o que eu espero ver do país e é o tipo de música que vou ouvir depois do festival. (piorou)

argo
Marcus: Não gostava da música da Grécia em 2016, mas aí veio a Demy e me fez perceber que as coisas podem piorar. A menina é talentosíssima e muito carismática. Acho que ela merecia mais pro concurso, mas sua música é muito genérica e eu acho que não deverá ir pra final. Já os argo no ano passado tinham um toque étnico interessante em sua música e, apesar da não qualificação, fizeram um bom desempenho no palco. (piorou)

Paulo: Olha, finalmente a Grécia conseguiu mandar algo pior que “My Secret Combination“. Demy tinha potencial muito maior do que essa pobreza de canção que mandou. Já Argo tinha uma canção interessante, mas achei um desastre a performance ao vivo. Mesmo assim escolho Utopian Land entre as duas, que eu acho interessante em estúdio ao menos. Mas o nível atual da Grécia no Eurovision tá bem NF em shopping. (piorou)

Opinião dos fãs: 67% preferiram Demy a Argo

Opinião de mãe (Demy): Pela performance que vi (Rising Star Grécia), tem muita coisa acontecendo e isso tira totalmente a atenção da cantora. É muito efeito; a coreografia poderia ganhar mais destaque, foi o que eu mais gostei. Demy tem uma voz gostosa de se ouvir. A música não chegou a empolgar, ela dá uma levantada, mas não se mantém – frustrante. (Elisabete Aranha)

Veredito final
A Grécia piorou em relação a 2016


Ola Melzig
Fabiana: Sou fãs de “Ghost” desde que a música foi lançada, pouco depois do fim do The Voice. Torci muito para que os boatos de que ela estaria na final nacional fossem verdade e, quando ela venceu, se tornou logo uma das minhas favoritas do ano. Não esperava um resultado tão ruim, porém a performance afastou muita gente de votar – era muita informação desconexa em apenas três minutos. Gosto da letra de “Perfect Life”, mas sua falta de originalidade me incomoda demais; enquanto “Ghost” tinha um contraste entre a voz meiga e a atmosfera dark, “Perfect Life” é apenas mais um pop com batida eletrônica. (piorou)

alemanha
Marcus: This is the ghost of you dando tchau pra todos nós porque nem ele aguentou a cópia descarada que fizeram de ‘Titanium‘ esse ano. A Alemanha sofre do mesmo problema da Grécia: um bom representante com uma música que não aproveita o seu potencial, uma pena para Levina. Pelo menos em 2016 a música era boa e coerente com a proposta, além de ser tudo a ver com a Jamie. (piorou)

Paulo: Gosto de Ghost mas não gosto da Jamie-Lee (hipocrisia dela dizer que a escolha inexplicável de suas roupas é porque ela quer manter fiel ao seu gosto pessoal mas ao mesmo tempo não se mantem fiel ao seu gosto a cantar uma canção que em nada tem a ver com a cultura decora kai e ao k-pop, cultura na qual ela tira sua influência). Mesmo assim, Ghost é bem melhor que a insossa e pobre Perfect Life. (piorou)

Opinião dos fãs: 57% preferiram Jamie-Lee a Levina

Opinião de mãe (Levina): Expect eu entendi – é do cabelo espetado. Falando sério, achei um visual arrojado, bem jovem; Levina é bonita e sua voz é forte. Já a música tem um ritmo bom, tem um recado para passar e entrega o que promete. (Elisabete Aranha)

Veredito final
A Alemanha piorou em relação a 2016


Brendan Murray
Fabiana: sou fã de Westlife desde a época da escola entregando a idade e me animou bastante quando Nicky foi escolhido.
Mas fiquei tão decepcionada com “Sunlight” e ainda mais com a apresentação durante o Eurovision. Como pode cantar tão mal??? Não que Brendan cantará melhor, mas é que sua canção cresce de uma forma que consegue, de certa forma, te envolver. O timbre de Brendan me espanta porque é muito agudo e tem notas daquela música que são difíceis até para uma mulher mezzo-soprano. Não acho que, em termos de performance, a situação está melhor para os irlandeses, mas pelo menos a composição é muito superior. (melhorou)

nicky-byrne
Marcus: A Irlanda errou feio em apostar em Nicky Byrne para representar o país no Eurovision no ano passado. Mesmo tendo experiência no ramo esportivo, o cantor deixou muito a desejar no vocal e sua apresentação foi muito aquém do esperado. Já em 2017 meu irmão Brendan vem com uma proposta bem diferente de sua antecessora. Ainda sim, ele deverá treinar muito o seu vocal para que não repita o resultado do ano anterior, já que a Irlanda está concorrendo com um uma balada no ano das baladas. (melhorou)


Paulo: Ano passado, a performance de Nicky Byrne foi um desastre e não estou muito esperançoso que esse ano será diferente. Ao menos, Dying to Try é um pouco mais datada que Sunlight mas é melhor em qualidade. Só sei que a Irlanda pode fazer muito mais, sinceramente. (melhorou)

Opinião dos fãs: 82% preferiram Brendan Murray a Nicky Byrne

Opinião de mãe (Brendan Murray): É uma música para encontros e desencontros. Indecisão, que é própria da adolescência; insegurança e incertezas que todo jovem casal passa, talvez pela falta de maturidade. É uma proposta gostosa de ouvir, gostei do clipe, entendi a proposta sem entender a letra – o clipe e a melodia te indicam o que a letra está falando. Podem não gostar, mas eu adorei a voz dele – é tão diferente. (Elisabete Aranha)

Veredito final
A Irlanda melhorou em relação a 2016


Sanja Vucic
Fabiana: saudades da última vez que a Sérvia foi Sérvia… Mesmo em inglês, “Goodbye” tinha cara de Bálcãs por causa de sua construção e instrumentação. Sem contar que Sanja tem uma voz maravilhosa e é extremamente carismática e performática – fala um pouco disso para Tijana quando ela está no palco. Além disso, “In too deep” não diz tanto a que veio: ela tenta ser super moderna e comercial, mas não sai do lugar e, provavelmente, não irá chamar tanto minha atenção durante a semifinal. (piorou)

Sanja Vucic
Marcus: Ninguém pode dizer que Sanja canta mal, muito menos repetir isso em relação à Tijana. Ambas são extremamente talentosas e vêm com propostas muito interessantes para a competição. Apesar de eu achar que Tijana deverá ter um melhor resultado do que Sanja, devo admitir que as duas músicas são muito bem produzidas, tanto na melodia quanto em sua letra. Definitivamente a Sérvia não erra nas sua escolhas internas. (manteve)


Paulo: O que a Sérvia está fazendo da vida? Desistiu de fazer o que fazia melhor (música balcânica) para copiar a Suécia? Quero demissão da HoD da Sérvia para ontem. Mas voltando ao assunto, a canção de 2016 (apesar de não ter gostado da apresentação) é bem superior a deste ano, que provavelmente vai ficar esquecida esse ano com uma apresentação mediana. (piorou)

Opinião dos fãs: 59% preferiram Sanja Vucic a Tijana Bogicevic

Opinião de mãe (Tijana Bogicevic): A música é bonita e o clipe é bonito, mas os dois juntos não se integraram – as imagens são lentas e o ritmo acelerado, não combinou. É uma proposta mais adulta, mais sensual; só que a voz da cantora não é tão sensual assim, ainda que ela cante muito bem e que tenha certa presença. (Elisabete Aranha)

Veredito final
A Sérvia piorou em relação a 2016

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