Análises

Análises Comparativas 2015-2016 – 3ª Semana

Sérvia / Israel / Itália / Irlanda / Albânia

13 de novembro de 2016 - por Fabiana Silva
13 11 2016

Lena Stamenkovic e Dunja Jelicic

Lena Stamenković – “Lenina Pesma” / Dunja Jeličić – “U La La La”

A Sérvia não está brincando no JESC, a prova disso é a qualidade das canções de 2015 e de 2016 que escolheu para a competição. Lena, em 2015, tinha uma boa música para representar seu país, porém, apesar de ser ótima, acabou não conquistando o público. Outro problema foi a apresentação na Final, que acabou não sendo muito surpreendente e simples demais, o que acaba se tornando bem prejudicial numa competição para crianças. Ainda sim, o país foi muito bem representado, apesar dos erros de execução. Passada a competição, Dunja representará a Sérvia com ‘U la la la’, uma canção bem mais animada e com mais apelo ao público do que sua antecessora. Se Dunja se sair bem na competição e a apresentação for tão animada quanto a canção, a Sérvia poderá ir além do sétimo lugar conseguido em Sofia, apesar de ter propostas igualmente boas e de qualidade.

A Sérvia manteve o nível em relação a 2015

Releia a análise de “U La La La”


Kids.il e Shir & Tim

Kids.il – “Let The Music Win” – Shir & Tim – “Follow My Heart”

Israel estreou no Junior Eurovision em 2012 e sua canção foi muito elogiada pelos fãs. Ela era dinâmica, cativante e mostrava as qualidades de cada membro do sexteto Kids.il. Por esse motivo e pela longa espera em divulgar sua proposta, esperava-se que o país fosse pelo menos manter o nível em sua volta à competição. Infelizmente, não foi bem o que aconteceu, o que deixou muitos fãs decepcionados. “Follow my heart” tem a mesma produção impecável e dois intérpretes consistentes, mas não é tão memorável e original quanto “Let the music win”. Uma boa performance pode amenizar o descontentamento do público, porém não deve trazer aos israelenses uma posição melhor do que a de 2012 (oitavo lugar).

A Israel piorou em relação a 2012

Releia a análise de “Follow My Heart”


Chiara & Martina e Fiamma Boccia

Chiara & Martina – “Viva” – Fiamma Boccia – “Cara Mamma”

A Itália decepcionou na edição passada com uma canção morna e sem vida após terem vencido o festival em 2014 – “Viva” era interessante mas não tinha alma, originalidade e nem força. Já “Cara Mamma” é uma canção que emociona, tem alma, possui uma ótima letra e uma ótima intérprete. Ao contrário do ano passado, a Itália dificilmente passará despercebida e deverá novamente conquistar uma boa posição.

A Itália melhorou em relação a 2015

Releia a análise de “Cara Mamma”


Aimee Banks – “Réalta Na Mara” – Zena Donnelly – “Bríce Ar Bhríce”

Apesar de “Réalta Na Mara” ser um pop operático e “Bríce ar Bhríce” um canção pop, ambas se parecem bastante – e não exatamente por bons motivos. São boas composições, sendo que a de 2015 é um tanto mais original que a sua sucessora, enquanto “Bríce ar Bhríce” é muito mais comercial que “Réalta Na Mara“. O fato é que ambas as cantoras são extremamente talentosas, tanto Aimee quanto Zena. Não está ruim mas tampouco a Irlanda vem para vencer – e por isso, Zena deverá depetir o resultado de Aimee.

A Irlanda manteve o nível em relação a 2015

Releia a análise de “Bríce Ar Bhríce”


Mishela Rapo e Klesta Qehaja

Mishela Rapo – “Dambaje” – Klesta Qehaja – “Besoj”

Mishela Rapo venceu a seletiva albanesa para representar o seu país com ‘Dumbaje’, uma canção bem peculiar e que dividiu opiniões após sua escolha. Após o revamp da RTSH, a canção ficou mais chamativa, além de ter agradado mais ao público. É inegável que o reggae e um estilo quase que inédito na competição e isso se tornou um diferencial para o país. Mesmo assim, não foi suficiente para que a Albânia tivesse uma boa colocação em Sofia. Em 2016, Klesta Qehaja vem com o propósito de suceder Mishela na competição, e para isso irá interpretar ‘Besoj’, uma canção de cunho extramente político no continente europeu, que é a crise de imigrantes refugiados. A canção tem uma letra extremamente forte e reflexiva, sendo uma das mais impactantes na edição de 2016. Além disso, Klesta demonstra mais experiência e poder do que Mishela, o que irá ajudar na competição. Sem dúvida, Besoj merece um resultado melhor do que ‘Dumbaje’.

A Albânia melhorou em relação a 2015

Releia a análise de “Besoj”

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