Análises

Análises Comparativas 2015-2016 – 2ª Semana

Ucrânia / Geórgia / Austrália / Armênia / Chipre / Malta

06 de novembro de 2016 - por Fabiana Silva
06 11 2016

Anna Trincher e Sofia Rol

Anna Trincher – “Pochny z Sebe” / Sofiya Rol – “Planet Craves For Love”

Nas duas últimas edições do Junior Eurovision, a Ucrânia apostou praticamente pela mesma fórmula: uma balada sobre a natureza, interpretada por meninas extremamente talentosas e que parecem estar perto de se tornarem adultas. Anna Trincher e Sofiya Rol têm vozes lindíssimas e sabem usá-las muito bem, mas, para os dois casos, o erro exatamente está no tema que interpretam. Para se apoiarem em canções mais lentas, elas precisariam de um fator surpresa, como a dramaticidade que tinha “Nebo” (vencedora de 2012) ou a magia que tinha “Pryyde vesna” (2014). “Pochny z Sebe” tinha um arranjo um pouco mais dinâmico e moderno do que o de “Planet Craves For Love“, cujo instrumental poderia ser incrementado com mais elementos folk e cujo arranjo merecia um final mais impactante.

A Ucrânia manteve o nível em relação a 2015

Releia a análise de “Planet Craves For Love”


Mika e Anahit & Mary

Mika – “Love” / Anahit & Mary – “Tarber”

De 2009 para cá, a Armênia parece ter encontrado a fórmula mágica de fazer Junior Eurovision – eles só ficaram fora do top-5 uma única vez e foi um 6º lugar. Em 2015, com Mika, eles ficaram há menos de 10 pontos da campeã Destiny. Mika fez por merecer um resultado tão apertado e a grande quantidade de elogios que recebeu, pois sua canção era divertida e adequada para um festival infantil, a forma como a equipe montou sua apresentação foi sublime e o desempenho do jovem cantor no palco foi excepcional. Vendo a performance de Mika, pensaríamos logo que seria muito difícil igualá-lo ou superá-lo em Malta. Talvez Anahit & Mary não o superem, mas elas chegam muito perto disso. A produção de “Tarber” é muito bem feita e, novamente, o estilo é adequado – divertida, dançante, cativante… A única ressalva fica por conta das notas agudas: se as meninas não conseguirem reproduzí-las ao vivo, a Armênia sai de possível campeã para quase certa ‘parte baixa da tabela’.

A Armênia manteve o nível em relação a 2015

Releia a análise de “Tarber”


Bella Paige e Alexa Curtis

Bella Paige – “My Girls” / Alexa Curtis – “We Are”

As duas participações australianas no Junior Eurovision mostram que a estatal do país, SBS, está se esforçando para obter bons resultados na competição. A prova disso está nas escolhas de Bella Paige e Alexa Curtis, ambas muito preparadas para representarem a Austrália. É notório que cada uma tem suas qualidades e defeitos, ainda que Alexa demonstre mais técnica vocal do que Bella. Diferente da escolha para 2015, a canção de 2016 é um dos maiores problemas do país, já que esta se mostra muito menos competitiva e com menos apelo com o público do que “My girls”, do ano passado. Mesmo que o televoto não esteja presente esse ano, “We are” não empolga e nem mostra originalidade, o que fará com que seja difícil superar o oitavo lugar conseguido em 2015 por Bella.

A Austrália piorou em relação a 2015

Releia a análise de “We are”


Sophia Patsalides e George Michaelides

Sofia Patsalides – “I Pio Omorfi Mera” / George Michaelides – “Dance Floor”

O Chipre se ausentou da edição de 2015, porém retorna em 2016 com George Michaelides e a canção “Dance floor”. O electropop já mostrou não ter forças para lutar por uma boa posição na competição – isso é provado pela falta de interesse do público na entrada cipriota. Vocalmente, George demonstra estar menos preparado do que a representante de 2014, ainda que sua canção não exija muito dele nesse quesito, mas sim, de uma boa performance no palco. Em 2014, Sofia tinha uma canção mais competitiva e popular entre os fãs, mas sofreu com uma má apresentação no palco, o que pode ter justificado seu nono lugar. Para George, superar essa posição poderá ser difícil, já que seu estilo musical geralmente não obtém bons resultados no Junior Eurovision.

O Chipre piorou em relação a 2014

Releia a análise de “Dance Floor”


The Virus e Mariam Mamadashvili

The Virus – “Gabede” – Mariam Mamadashvili – “Mzeo”

“Gabede” era a típica canção georgiana para o Junior Eurovision – divertida, infantil e dançante. Contudo o live não foi tão impressionante como se esperava e a Geórgia decepcionou, tanto em performance como no resultado. Este ano, o país tem uma proposta totalmente diferente: “Mzeo” é uma balada com toques de “filme da Disney”, que visa o público infantil. Contudo, a canção é de difícil consumo e seu sucesso também, como “Gabede” dependerá da performance no palco.

A Geórgia manteve o nível em relação a 2015

Releia a análise de “Mzeo”


Destiny Chukunyere & Christina Magrin

Destiny Chukunyere – “Not My Soul” – Christina Magrin – “Parachute”

Por mais que “Parachute” seja uma boa canção – infantil, dançante e original – falta a ela a coesão (o refrão e o resto da música não se encaixam, parecendo uma versão infantil de “Icebreaker” de Agnete)  e a alma de “Not My Soul”. Obviamente que seria muito difícil para Malta conseguir manter o nível conquistado com a magnífica “Not My Soul“, mas Malta – por mais que tenha piorado em relação à qualidade – não fará feio no festival deste ano com uma decente canção interpretada pela talentosa Christina Magrin.

Malta piorou em relação a 2015

Releia a análise de “Parachute” (amanhã)


Na próxima semana

Confira as análises comparativas de mais cinco países: Sérvia, Israel, Itália, Irlanda e Albânia.

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