Análises

Finalistas do Festivali i Këngës 55

Final acontece hoje

23 de dezembro de 2016 - por Fabiana Silva
23 12 2016

Dilan Reka – Mos harro

“Mos harro” é uma das preferidas dos fãs internacionais, e eles têm razão em escolher Dilan, pois ele é jovem, carismático e bastante comercial. Agora, vejo aqui um destino muito similar ao de Aslaidon Zaimaj no ano passado: uma música moderna, com forte presença dos elementos eletrônicos, muito bem vista pelos fãs… e que acabou ficando em segundo lugar na final. Talvez essa história tenha um final melhor para Dilan, uma vez que teremos neste ano a introdução do televoto. Em alguns momentos, o instrumental lembra o de “Carry me in your dreams” (ESC 2009), só faltou o Power Ranger verde. Nota: 8,5/10


Edea Demaliaj – Besoj në ëndrra

Se James Bond fosse um filme albanês, esta seria seu tema. “Besoj në ëndrra” tem alguns momentos muito bons, como é o caso de sua introdução. O problema é que ela é muito curta e, toda a primeira parte da canção, indo até o segundo refrão, não tem força o suficiente; ela demora muito para engrenar (2 minutos, aproximadamente) e, depois que a orquestra cresce, ela fica praticamente em uma mesma repetição de notas. O refrão também não sai muito do lugar e fica repetindo a palavra Besoj… opa, acho que já vimos isso antes! Resumindo, não tem impacto o suficiente para o Eurovision. Nota: 5,5/10


Fabiola Agalliu & Agnesa Çavolli – Shkon e vjen

Foi uma das canções que se destacaram nesse Festivali i Këngës, não por ser a mais original ou a mais poderosa, mas por ser diferente, divertida e agradável de se ouvir. O maior problema de “Shkon e vjen” está na falta de dinamismo de seu arranjo, que não traz grandes novidades durante os três minutos de canção. No palco, a dupla Fabiola e Agnesa foi consistente na parte vocal e teve certa química, contudo elas não foram impressionantes o suficiente para ganhar – e seria uma surpresa se elas fossem escolhidas esta noite. Também devemos levar em consideração que, ainda que divertida, essa não é uma canção para o Eurovision, uma vez que ela é plana e esquecível (você gosta dela quando começa a ouvir e já se esqueceu dela quando terminou). Nota: 6,5/10


Flaka Krelani – Osiris

Flaka Krelani nos apresenta uma balada típica das últimas edições do Festivali i Këngës. Enquanto os toques eletrônicos e o quarteto de cordas dão a “Osiris” uma atmosfera misteriosa, a batida bem demarcada e a guitarra fazem um contraste e dão peso ao conjunto. Flaka sustentou bem sua canção, transmitindo muito sentimento com sua voz e com seus movimentos; a parte vocal foi muito acertada. Não é a proprosta mais original e, para o Eurovision, precisaria de uma performance criativa e impecável para chegar à final e, como todos sabemos, os albaneses pecam na construção de seus shows para o palco eurovisivo. Nota: 7,5/10


Franc Koruni – Macka

O Michael Jackson latino que faz freestyle de rap. Parece uma loucura, porém essa é a melhor forma de descrever Franc Koruni e sua canção “Macka”. É tão bizarro que acaba se tornando divertido. Os primeiros versos não foram tão bons, porém o cantor foi ganhando confiança e melhorando, fechando a performance com segurança. Claro que não é uma proposta para o Eurovision, a não ser que a Albânia queira entrar para a lista de frikis. No Twitter, até compararam Franc com Serhat, porém o turco era mais carismático. Nota: 4,5/10


Genc Salihu – Këte

A Albânia sempre traz umas classificações surpresas – que, talvez, não sejam tão surpreendentes para quem é albanês. Genc foi muito fiel a seu estilo ‘alternativo-melódico-depressivo’ e, dentro disso, ele se apresentou muito bem. Contudo, “Këte” está longe de ser o que os eurofãs buscam em uma canção e, por esse motivo, a rejeição dele é grande. Realmente, essa não é uma finalista de Eurovision – já vimos canções bem mais competitivas ficando em último lugar de suas semis. Nota: 4/10


Linda Halimi – Botë

Internacionalmente falando, Lindita Halimi é o maior nome desta edição do Festivali i Këngës e, por esse motivo, os fãs aguardavam ansiosamente para ouvir “Botë”. E a queda foi bem grande, pois o tema não correspondeu às altas expectativas criadas; não que seja uma canção ruim, porém é apenas mais uma balada orquestrada, eximiamente bem interpretada, mas sem grandes surpresas. Ela tem uma expressão facial marcante e consegue transmitir sua mensagem com clareza e intensidade. Então, falta mesmo música, falta aquela explosão que deixe o público boquiaberto. Caso seja vencedora, o que pode mesmo acontecer, um bom revamp e um bom jogo de câmeras deve ajudar. Nota: 8,5/10


Lorela – Me ty

“Me ty” é uma balada (mais uma) em que a orquestração se destaca, assim como a dinâmica do arranjo – ela tem uma boa mescla de partes suaves com partes mais fortes e esses contrastes funcionam bem por causa do quarteto de cordas. Essa é uma canção que ganharia muito se fosse interpretada por Mariza Ikonomi. Não que Lorela não seja uma boa intérprete, é que Mariza tem mais experiência e tem algo em sua voz que chama mais a atenção. Em alguns momentos, até parece que a voz de Lorela vai falhar. Nota: 6,5/10


LYNX – Sot

A Albânia não se deu muito bem quando foi representada por um rock, mas por quê não tentar novamente? LYNX tem uma proposta cheia de energia, guitarras poderosas, distorções no som e uma presença marcante da orquestra, o que deixou o instrumental ainda mais interessante. O vocalista consegue transmitir toda essa força enquanto canta; tanto seus graves quanto seus agudos são bem encaixados e seu timbre combina perfeitamente com o estilo. A banda tem muita presença no palco e, para o Eurovision, eles poderiam fazer uma apresentação similar à da Geórgia em 2016 – seria final certa! Nota: 9/10


Orges Toçe – Shi diamantësh

O instrumental de “Shi diamantesh” é muito energético e promissor, tem uma pegada rock moderna, que te envolve… então entra o vocal e todo esse potencial é jogado por água abaixo. Infelizmente, Orges tem uma voz rouca que não é das mais gostosas de se ouvir e a forma como ele canta simplesmente não se encaixa na melodia. É mais uma brincadeira no karaokê depois de uma noite de bebedeira do que uma performance em uma das competições musicais mais longevas e tradicionais da Europa. Nota: 3/10


Rezarta Smaja – Pse prite gjatë

Sertanejo universitário feminino é uma febre no Brasil – só não imaginávamos que ele atravessaria as fronteiras e chegaria ao Festivali i Këngës, ainda mais na voz de uma cantora tão conhecida como Rezarta Smaja. Imagino Marília Mendonça, Maiara e Maraisa, ou Simone e Simara cantando uma música assim e fazendo muito sucesso por aqui. Como estamos na Albânia, as chances caem bastante, mas remotamente existem. Sabemos que Rezarta é uma excelente intérprete, com bastante experiência, portanto essa proposta poderia funcionar no Eurovision, já que é algo novo e inusitado e que os europeus costumam receber bem hits brasileiros. Nota: 8/10


Xhesika Polo – Eva jam unë

“Eva jam unë” também é uma balada no estilo do Festivali i Këngës, que ganha mais vida no timbre e na interpretação de Xhesika. O refrão é muito forte, com presença marcante do quarteto de cordas e da guitarra, enquanto os versos apresentam certa suavidade por causa do piano. Na semifinal, o vocal deixou um pouco a desejar – a ponte teve problemas de afinação e o último agudo não se encaixou bem. Ainda assim, é uma das grande favoritas para representar a Albânia e, sinceramente, não faria feio em Kiev (claro, com alguns ajustes aqui e ali). Agora, uma reclamação do público foi quanto ao figurino, digno de Barbara Dex. Nota: 8,5/10


XUXI – Metropol

O Ringo Starr albanês! “Metropol” não é uma canção ruim, porém a interpretação deixa bastante a desejar. A batida é gostosa e poderia ter sido melhor aproveitada, já que, uma vez que entra o vocal, a coisa se perde completamente. Repito exatamente a mesma frase que disse de “Shi diamantësh”: é mais uma brincadeira no karaokê depois de uma noite de bebedeira do que uma performance em uma das competições musicais mais longevas e tradicionais da Europa. É… esperamos que ela só sirva para fazer número na final. Nota: 3/10


Ylli Limani – Shiu

Ylli estreia no Festivali i Këngës com uma balada pop midtempo, que poderia facilmente tocar nas rádios de todo o mundo se não fosse interpretada em albanês. Ele é carismático e tem uma voz muito agradável e que combinou perfeitamente com o estilo que interpreta; ele também mostrou que tem firmeza nos falsetes e nas notas altas. A proposta é uma das mais comerciais e internacionais da noite. Com alguns ajustes no arranjo e até uma tradução para o inglês, essa seria uma boa opção para o Eurovision, uma vez que, com uma performance sólida e visualmente atrativa, poderia conquistar votos suficientes para chegar à final. Nota: 8/10


Ranking final

  1. LYNX – Sot – 9,0/10
  2. Xhesika Polo – Eva jam unë – 8,5/10
  3. Dilan Reka – Mos harro – 8,5/10
  4. Linda Halimi – Botë – 8,5/10
  5. Rezarta Smaja – Pse prite gjatë – 8,0/10
  6. Ylli Limani – Shiu – 8,0/10
  7. Flaka Krelani – Osiris – 7,5/10
  8. Fabiola Agalliu & Agnesa Çavolli – Shkon e vjen – 6,5/10
  9. Lorela – Me ty – 6,5/10
  10. Edea Demaliaj – Besoj në ëndrra – 6,0/10
  11. Franc Koruni – Macka – 4,5/10
  12. Genc Salihu – Këte – 4,0/10
  13. Orges Toçe – Shi diamantësh – 3,0/10
  14. XUXI – Metropol – 3,0/10

Quem pode vencer o FiK 55?

Xhesika Polo, Lindita Halimi ou Flaka Krelani

Quem corre por fora para vencer o FiK 55?

Lynx e Dilan Reka

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