Análises

Ensaios da segunda semifinal do Melodifestivalen 2017

Show acontece no dia 11 de fevereiro

09 de fevereiro de 2017 - por Fabiana Silva
09 02 2017

Etzia

Etzia – Up

Ace queria ser o “Kizunguzungu” da edição, mas o título vai ser mesmo de “Up”. A canção tem um apelo meio África, meio Caribe (principalmente por causa do inglês jamaicano) e, por esse motivo, é excelente para dançar. Claro que a originalidade ficou em segundo plano. Etzia tem um timbre muito interessante, só que ela parece desconfortável por estar no Melodifestivalen. Seus movimentos são rígidos e super ensaiados, sem todo aquele molejo e aquela alegria que a melodia nos traz. Até gosto dos dançarinos de patins, mas o conjunto ficaria melhor com uma dança mais energética. Nem as cores vibrantes usadas (rosa e verde) ajudaram. Nota: 5,25/10

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Mariette

Mariette – A Million Years

Ay, que saudades de “Don’t Stop Believing”, do estilo poderoso e sombrio… Mariette não tem falhas no vocal e tem uma boa conexão visual com a câmera, mas ela simplesmente não combina com electropop-melodifestivaleiro. E não adianta colocar um monte de gelo seco, uns dançarinos pendurados no teto, colocar uns efeitos de câmera lenta, isso não irá esconder o fato de que a canção é igual a tantas outras que já ouvimos por aí, nem de que ela não faz jus a todo o talento de sua intérprete. Passo a ter dúvidas se “A Million Years” conseguirá uma das vagas diretas à final – se isso acontecer, será por causa da parte visual, que está impecável, e do carinho que os fãs tem por Mariette. Nota: 6/10

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Roger Pontare

Roger Pontare – Himmel Och Hav

Olha o Hasse da edição! Não me espantaria se Roger Pontare se classificasse para a final, ainda que passando pelo Andra Chansen – seria uma classificação mais que merecida. Ele traz uma canção que passeia entre o folk e o schlager, na qual se destacam os tambores (que ditam o ritmo) e os instrumentos de sopro (que suavizam as batidas). Pela forma como a melodia se desenha, aposto que teremos um keychange logo na entrada do refrão final. A iluminação está um pouco forte no fundo, o que acaba estourando a imagem na tela; Roger também fica um pouco limitado durante a performance, ainda que sua voz seja poderosa e caia como uma luva para esse tipo de música. Nota: 8,5/10

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Allyawan

Allyawan – Vart Har Du Vart

Allywan tem uma proposta extremamente arriscada, que lembra um pouco os mais recentes singles de Danny Saucedo. Com certeza será um dos três eliminados da noite, porém ele traz um ar fresco ao festival, uma diversidade que é saudável e muito importante. Gosto muito dessa cena do ensaio, que ele fica girando junto com a câmera enquanto faz seu rap. Falando em rap, Allyawan parece mesmo ser bom nisso, tanto na forma como canta, quanto nas expressões faciais e corporais (gestos com as mãos). Uma coisa que me incomoda um pouco é a escolha da cor rosa – acho que alguns tons mais sóbrios ficariam mais interessantes. Nota: 7,5/10

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Dismissed

Dismissed – Hearts Align

Ola Salo não decepcionou, muito menos os meninos do Dismissed! Eles são visualmente ousados e se jogam no palco, como se aquela fosse sua última performance; a música tem a cara deles e ficou ótima no timbre do vocalista. A iluminação é dinâmica, com o amarelo predominante, e eles usaram o telão para reforçar essas luzes, colocando conjuntos de bolas de luz. No palco, eles se mostram apenas como uma banda de rock, com os instrumentos e muito energia. Sobre a canção, com certeza seria um hit radifônico, com uma boa mistura de rock e eletrônico, de moderno e retrô; O refrão é potente e se destaca no meio da melodia. Nota: 8,75/10

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Lisa Ajax

Lisa Ajax – I Don’t Give A

A primeira palavra que me vem à cabeça quando vejo essa apresentação é: “Mamo”. Qual a necessidade de colocar uma tela de led atrás de você, mostrando seu próprio rosto durante 3 minutos? Se as imagens tivessem alguma relação com a mensagem da música, tudo bem… mas não tem. Falando na música “I Don’t Give A” só igualou “My Heart Wants Me Dead” no refrão repetitivo. A proposta de 2016 era mais memorável e tinha mais força no instrumental, além de ter uma performance muito mais elaborada. Lisa é muito talentosa e pode fazer muito melhor! Não me surpreenderia se ela fosse apenas para o Andra Chansen, ou ainda ficasse em 5º lugar da semifinal. Nota: 5,75/10

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Benjamin Ingrosso

Benjamin Ingrosso – Good Lovin’

Benjamin estreia muito bem no Melodifestivalen – “Good Lovin'” tem um swing gostoso, meio Bruno Mars, que automaticamente te faz balançar os ombros e os pés. A forma como a canção vai crescendo, de alguma forma, te envolve – começando com a introdução no piano e finalmente explodindo no refrão. Estou curiosa para ver o efeito na câmera desses papeis laminados gigantes que ficam atrás do cantor; o uso do dourado e de um jogo de luzes bem vibrante combinou bem com a atmosfera da canção. Benjamin se mostra muito seguro no palco e com as câmeras, só que me incomoda, de verdade, a forma anasalada como ele canta. Nota: 8/10

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Qual é sua canção preferida da segunda semifinal?


Ranking final

  1. Dismissed – Hearts Align – 8,75/10
  2. Roger Pontare – Himmel Och Hav – 8,5/10
  3. Benjamin Ingrosso – Good Lovin’ – 8/10
  4. Allyawan – Vart Har Du Vart – 7,5/10
  5. Mariette – A Million Years – 6/10
  6. Lisa Ajax – Up – 5,75/10
  7. Etzia – Up – 5,25/10

Apostas

  • Final: Benjamin Ingrosso e Dismissed
  • Andra Chansen: Mariette e Roger Pontare
  • 5º lugar: Lisa Ajax
  • Eliminados: Etzia e Allyawan
Fonte: Fotos - SVT

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