Entrevistas

Markus Riva: “Tenho um grande fã-clube e estou fazendo isso por eles”

Competirá esta noite no Supernova

12 de fevereiro de 2017 - por Fabiana Silva
12 02 2017

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Markus Riva1) Alguns fãs não sabem, mas você tentou representar a Letônia em 2009, junto com Sabīne Berezina e o grupo PeR. Quem era o Markus naquela época? Que ambições e sonhos você tinha? Eles se concretizaram?

R: Obrigada por lembrar este fato. Eu tentei. Na verdade, envio minhas canções desde 2006 ou 2007. Duas vezes, participei como compositor (para Sabīne Berezina e Lily), e então com “Lights on”, minha primeira tentativa solo. E então mudamos para o Supernova e esta é minha terceira vez no Supernova. Na época e até mesmo agora, eu tenho sonhos para conquistar e ainda estou agarrado a eles. E um deles está claro, é o Eurovision.

2) A Letônia começou a levar o Eurovision ainda mais a sério quando decidiram criar o Supernova. Você acha que este novo formato fez com que os artistas se interessassem mais em participar? O que você gosta deste novo formato?

R: Ele só precisou ter sua marca remodelada. E acho que está mais interessante agora. E é muito bom interpretar sua nova canção várias vezes ao vivo. Mas, é claro, tem mais pressão que no conceito antigo.

3) O que você pode nos contar sobre “Dynamite”? O que a faz diferente de suas outras tentativas?

R: Ela é ainda muito autobiográfica. Como a maioria das minhas canções. O ano passado não foi fácil para mim. Eu realmente senti que minhas emoções estavam tomando conta de mim e que meu coração iria explodir. Então esta é a ideia do dinamite. A vida não é fácil e nunca foi, mas uma vez que você fica mais velho, você se torna mais realista e vê as coisas muito mais de perto. Esta canção é sobre meu coração, sobre as coisas que temos que fazer em nossa vida. E, claro, sobre amor.

4) No ano passado, os jurados foram duros com você. Como você lidou com isso? O que você fez para melhorar e para fazer com que eles mudem sua visão este ano?

R: Acho que sempre é difícil lidar com eles. E não é fácil ser criticado em rede nacional. E acho que eles, às vezes, fazem isso por que eu tenho mais bagagem. Mas, depois de um tempo, eu só dou risada disso. Eu sei que eles estão fazendo seu trabalho. Isso não me faz parar de trabalhar em meus projetos e em mim mesmo. Eu tenho um grande fã-clube e apoio que me fazem forte e eu faço isso por eles. E, claro, eu quero ser a melhor versão de mim mesmo. Eu espero que estejamos mais conectados com o júri e com o público desta vez.

5) “Dynamite” foi direto para o 1º lugar do iTunes Letônia e para o 22ª lugar do iTunes Rússia. Como você se sente por ter sido tão bem recebido pelo público?

R: Eu fiquei realmente maravilhado e feliz, mas isso é apenas um fato. Mas um fato bom – o Eurovision é um festival internacional, então acho que a Rússia é um bom começo para isso. Mas eles estão usando os dados do Spotify desta vez, então preciso ter mais execuções e atenção no Spotify. Mas, para a canção, isso é muito bom. Eu espero que tenhamos esta conexão nos shows ao vivo do Supernova e as pessoas irão me apoiar da mesma forma e ainda mais.

6) Ainda falando sobre a Rússia: você tem uma carreira lá e sabemos que é um grande mercado. Quando você decidiu entrar neste mercado, começar a cantar em russo também? Você se sente confortável cantando em russo?

R: Eu nunca pensei sobre isso, para ser honesto. Dois anos atrás, decidi participar de um programa de TV russo/ucraniano e, naquela época, eu mal falava russo. Mas foi outro desafio na minha vida que mudou tudo. Então, pelos últimos dois anos, eu pude trabalhar em mais mercados, não só na Letônia. E é um mercado enorme. E eu venho melhorando meu russo nos últimos dois anos, mas ainda é difícil gravar materiais em estúdio, porque não é uma tarefa fácil de se fazer. Mas eles amam meu sotaque.

7) O que o Eurovision significa para você? O que são suas coisas favoritas no festival e o que você acha que poderia ser melhor?

R: Acredito que é o maior show do planeta. E é uma plataforma gigante para músicos mostrarem sua arte. E criarem novos contatos, amizades. E o palco é sempre brilhante. De qualquer forma, está na minha lista de coisas por fazer.

8) O que é a primeira coisa que vem à sua cabeça quando falamos Brasil? O que você sabe sobre nós?

R: Brasil está na minha lista de coisas por fazer. Eu adoro viajar e esta é uma das formas mais importantes de se descobrir. Eu comecei a viajar quando era criança. A maioria das vezes com um coral e acho que é por isso que me tornei alguém com pensamento internacional. A Letônia sempre será minha casa, mas, para mim, é fácil me adaptar a novos locais. Mas o Brasil é realmente meu sonho. Eu decidi ir par ao Supernova de novo este ano, é por isso que não estou no Brasil neste momento.

9) Mande uma mensagem para os fãs brasileiros.

R: Eu desejo a todos apenas o melhor. E eu espero que música e as boas coisas da vida una as pessoas mais e mais. Porque, às vezes, a vida parece um dinamite…

A equipe do ESCpedia deseja a Markus Riva um excelente show no Supernova esta noite e esperamos que ele tire o Brasil de sua lista de coisas por fazer em breve, vindo visitar a gente!

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