Análises

Ensaios da terceira semifinal do Melodifestivalen 2017

Show acontece no dia 18 de fevereiro

16 de fevereiro de 2017 - por Fabiana Silva
16 02 2017

Robin Bengtsson

Robin Bengtsson – I Can’t Go On

Há várias coisas que gosto no conjunto de Robin Bengtsson, mas também há coisas que não me impressionaram tanto. “I Can’t Go On” não é tão forte como “Constellation Prize”, ainda que a melodia seja contemporânea e o refrão seja mais ou menos cativante. Há uma falta de conteúdo na letra em geral, o que é possível perceber pela quantidade de vezes que o título é repetido durante os três minutos. Falando em repetição, esse não é o único momento em que Robin se assemelha com outra participante, Lisa Ajax – sua canção também tem palavrão (fucking). Em termos de performance, o cantor aparentemente melhorou na parte vocal e na expressividade; a ideia da dança com as esteiras é interessante e deve funcionar nas câmeras, assim como a iluminação ‘ciano e magenta’. O efeito de profundidade no led atrás do cantor é excelente. Nota: 8/10

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Krista Siegfrids

Krista Sigfrids – Snurra Min Jord

Não dá para negar que Krista é uma intérprete impressionante – carismática, expressiva, afinada. A canção não é das mais originais: um pop dançante em sueco, mais moderno que um schlager, e com aquele refrão que você pode odiar, mas que não sai de sua cabeça. Apesar disso, ele perde um pouco em relação a “Faller”, que tinha muito mais impacto e que permitia à cantora mostrar uma de suas melhores qualidades, a energia. A primeira impressão que tive do vídeo de 30 segundos foi “meu Deus, roubaram a ideia da Geórgia do ano passado, o caleidoscópio” – achei o efeito desnecessário, pois não agregou nada ao conjunto. Senti falta da empolgação do ano passado, das cores fortes, do divertido – ficou muito correto e básico, beirando o sem graça. Nota: 6,5/10

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Anton Hagman

Anton Hagman – Kiss You Goodbye

“Kiss You Goodbye” grita Shawn Mendes por todo o canto, “Stitches” é uma clara inspiração aqui (até clara demais, digamos). É uma canção gostosa de ouvir, que segue uma tendência radiofônica e, principalmente, é diferente do que já ouvimos no Melodifestivalen. A batida tem uma boa candência e a melodia cresce gradualmente, até ter seu ápice no refrão. Infelizmente, a versão ao vivo deixa um pouco a desejar. Anton não tem o melhor vocal do mundo, nem a melhor presença de palco, e ainda preferiu ficar no centro do palco, na frente de um pedestal e de um violão. Sinceramente, não foi a melhor ideia para minimizar suas inseguranças – ele poderia ter colocado algum dançarino, até mesmo usar mais a extensão do palco, tentar interagir mais. Nota: 6,5/10

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Jasmine Kara

Jasmine Kara – Gravity

Dêem play no vídeo, tirem o áudio e o que temos? “Love injected”. É uma gravidade muito vermelha, vermelha por todos os lados. Visualmente, acho que teremos um show muito imponente. Esse efeito de redemoinho no chão de led é muito bonito, porém Jasmine deveria ter usado uma roupa branca ou preta, que a fizesse se destacar no meio do palco. Outro efeito muito bonito é o de pedaços brancos voando pelos leds laterais. Já a canção… mais do mesmo eletropop que vemos todos os anos, aos montes. Jasmine tem uma voz lindíssima e poderia tê-la usado em algo mais competitivo, original como sua personalidade. A melodia é totalmente previsível, como se já a tivéssemos ouvido antes; a entrada do refrão me traz instantaneamente outra canção à mente… e é “Titanium” (opa, de novo). Nota: 6,5/10

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Owe Thorqvist

Owe Thörnqvist – Boogieman Blues

Que delícia de música, que vou ter algo tão diferente no Melodifestivalen! Voltamos pros anos 50 e, por incrível que parece, isso foi bom. É impossível ficar parado ao som desse rockabilly, já dá vontade de levantar e sair dançando por aí. Você não precisa entender o que ele está cantando para perceber que é algo divertido. Claro que não é favorita à vitória, talvez nem fique entre as cinco mais votadas, mas vale muito pela diversidade. Sobre a apresentação, Owe já tem os movimentos bem limitados por causa da idade, porém ele até arriscou uns passinhos de dança. A dinâmica da apresentação fica por conta das backing vocals e da banda, que enchem o palco, fazendo com que o fato de Owe ter que ficar sentado na maior parte do tempo não seja um problema. Nota: 8,25/10

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Bella & Filippa

Bella & Filippa – Crucified

Que apresentação mais ‘show de talentos da escola’. Bella & Filippa têm química e boa harmonia entre as vozes, são cantoras corretas, mas essa coreografia ensaiadinha me soa um pouco amadora. Elas poderiam ter optado por algo um pouco mais natural, sem coordenar seus balançares de tronco e suas olhadas para a câmera. Outra coisa, não é porque a música é country que você precisa copiar o chão do The Common Linnets, ainda mais se sua canção fala de ‘ser crucificado por belos olhos azuis’. As imagens dos telões ficam confusas na tela e não ajudam a dupla a ter destaque no palco. A versão em estúdio é melhor do que a versão ao vivo, porém não deixa de ser um country esquecível, que não causa muito dano e cujas metáforas da letra são meio forçadas. Acredito que as meninas têm muito mais talento do que foi demonstrado. Nota: 5,5/10

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FO&O

FO&O – Gotta Thing About You

Pirotecnia, plataforma suspensa, coreografia… é Eric Saade multiplicado por três. É um show visualmente poderoso, no qual prevalece a grande quantidade de elementos e de trabalho de câmeras e por cima da qualidade musical. Devo dizer que os meninos foram bem vocalmente, que as vozes estavam em harmonia e, aparentemente, ninguém estava fora do tom. Ou eles conseguem cantar bem enquanto dançam, ou os backing vocals estão segurando a onda com perfeição. Enfim, sobre “Gotta Thing About You”, ela não é das mais memoráveis. Ela tem, sim, uma produção aceitável e segue a identidade do trio, com uma mistura de pop e batidas eletrônicas; essas batidas são bem demarcadas e, durante os versos, acabam se destacando mais do que as próprias vozes. Nota: 7,5/10

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Ranking final

  1. Robin Bengtsson – “I Can’t Go On” – 8,5/10
  2. Owe Thörnqvist – “Boogieman Blues” – 8,25/10
  3. FO & O – “Gotta Thing About You” – 7,5/10
  4. Krista Sigfrids – “Snurra Min Jord” – 6,75/10
  5. Anton Hagman – “Kiss You Goodbye” – 6,5/10
  6. Jasmine Kara – “Gravity” – 6,5/10
  7. Bella & Filippa – “Crucified” – 5,5/10

Apostas

  • Final: Robin Bengtsson e FO & O
  • Andra Chansen: Anton Hagman e Jasmine Kara
  • 5º lugar: Krista Siegfrids
  • Eliminados: Bella & Filippa e Owe Thörnqvist

O que nossos colegas do ESC Brasil estão achando da terceira semifinal? Leia aqui suas impressões e apostas.

Fonte: Fotos: SVT
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