Análises

Canções do Die Grosse Entscheidungsshow 2017

Final acontece no dia 05 de fevereiro

04 de fevereiro de 2017 - por Fabiana Silva
04 02 2017

Freschta – Gold

O que é essa Adele afegã?? De onde saiu esse vozeirão todo?? Freschta tem o timbre mais marcante da final suíça e mostra uma facilidade imensa para cantar, só que, infelizmente, não podemos falar o mesmo sobre sua canção. Ela apostou por algo que segue a linha da Adele, porém faltou pegada para o conjunto, faltou um instrumental mais encorpado e mais força até o refrão final, que é quando finalmente a coisa ganha vida. Um revamp simples poderia resolver essa situação. Uma coisa que me incomoda na intérprete é que ela parece assustada no palco, ela não olha para a câmera nem para o público – o olhar está sempre para baixo. Nota: 6,25/10


Ginta Biku – Cet air la

“Cet Air Là” tem um certo potencial, porém perde muito por ter apenas o refrão em francês. Ginta deveria ter se inspirado em Zoë e apresentado uma versão totalmente em francês, que poderia explorar um lado mais sensual e ousado. A batida me remete automaticamente ao verão, às praias do sul da França, a um dia ensolarado. A estrutura, contudo, é um tanto repetitiva, pois traz apenas duas variações (versos e refrão), e eles são repetidos alternadamente até o final dos três minutos. Apesar de ter sido apenas uma audição, Ginta fez uma rotina de dança um pouco mais elaborada, usou um figurino chamativo e se mostrou muito a vontade no palco, tanto na parte vocal quanto nos movimentos e na interação com os dançarinos. Nota: 6,5/10


Michèle – Two faces

Michèle é a caçula da noite, mas isso não faz dela a menos experiente – ela foi a vencedora do The Voice Kids Alemanha em 2013 e já participou de programas de tv e de shows por vários países. Ela tem um timbre bastante maduro para sua idade, porém ainda lhe falta um pouco de tempo, já que ela acaba tentando mostrar demais suas habilidades e, por isso, desliza em algumas notas ou exagera. “Two faces” traz um ar contemporâneo, mas não tão original; em linhas gerais, o conjunto é um pouco esquecível e, em alguns momentos, a melodia lembra vagamente “The last of our kind”. Também tenho minhas dúvidas se esse estilo misto de pop e R&B combina com a imagem da intérprete, que é mais menininha (enquanto a música pede uma mulher de mais atitude). Nota: 7/10


Nadya – Fire in the sky

Nadya tem a voz mais potente da noite e sabe como utilizá-la, conseguindo executar bem tanto notas mais graves quanto notas mais agudas (a maioria das pessoas se ligam nos agudos, mas temos que admitir que os graves de Nadya são lindos). A experiência na versão suíça do Qual é o seu talento deve ter dado a ela a ideia de como se apresentar para o telespectador, como lidar com as câmeras. Já a canção fica bem abaixo da cantora – é uma bonita balada orquestrada, com resquícios de James Bond, porém o instrumental não se destaca tanto. Falta uma orquestração mais dramática, mais ou menos no estilo do que acontece nos últimos segundos de canção; uma quebra na ponte final também seria bem-vinda. Nota: 7,5/10


Shana Pearson – Exodus

Shana tem a canção mais clichê da noite: é aquela canção eletrônica típica, com a introdução mais lenta, uma batida mais forte indicando que o refrão está chegando e uma quebra de ritmo acentuada quando o refrão chega. Já ouvimos tantas dessas nos últimos anos que essa passa totalmente desapercebida pela seletiva. Parece que a cantora não está tão confortável com sua proposta: o vocal no refrão não é preciso, como se ela precisasse forçar a garganta para chegar nas notas (e o agudo da ponte é, digamos, sofrível). Apesar do problema vocal, Shana parece ser bem simpática quando está no palco. Pelo que foi apresentando na audição, tenho a impressão de que a performance pode funcionar melhor em um palco maior, com mais recursos. Nota: 5,5/10


Timebelle – Apollo

Os fãs esperavam que Timebelle voltasse a uma seletiva eurovisiva com algo parecido com “Singing about love”, mas eles mostraram uma cara totalmente diferente com a balada pop “Apollo”. Há boatos de que esse tema foi reiejtado pelo Azerbaijão em 2015, mas, com certeza, ele fica muito mais bonito na voz doce de Miruna do que na voz rasgada de Elnur. Não é das propostas mais originais e criativas, porém tem uma boa crescente e foi muito bem interpretada, inclusive nos falsetes e nas notas longas. A performance das audições foi muito simples, com foco total no vocal e na melodia; no domingo, ela precisa continuar nessa linha, porém com um figurino bem elegante e fluido e com algum outro ponto focal (pode ser um background dinâmico ou até alguma movimentação da vocalista pelo palco). Nota: 8,25/10


Qual é sua canção preferida do Die Grosse Entscheidungsshow 2017?


Ranking final

  1. Timebelle – Apollo – 8,25/10
  2. Nadya – Fire in the sky – 7,5/10
  3. Michèle – Two faces – 7/10
  4. Ginta Biku – Cet air la – 6,5/10
  5. Freschta – Gold – 6,25/10
  6. Shana Pearson – Exodus – 5,5/10

Quem pode vencer o Die Grosse Entscheidungsshow 2017?

Timebelle

Quem corre por fora para vencer o Die Grosse Entscheidungsshow 2017?

Ginta Biku

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